sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Por Uma Melhor Integração:
METRÔ-Rio + BICICLETAS

O que nos traz hoje, Ciclistas Cariocas *, ao Metrô-Rio é o desejo de tornar a Cidade do Rio de Janeiro mais humana e sustentável. O Metrô-Rio e as Bicicletas exercem juntos, neste sonho possível, um fundamental papel: o Metrô-Rio, com seu sistema de transporte limpo, rápido e de alta capacidade e as Bicicletas**, por serem ecológicas, igualitárias e saudáveis, por excelência!

O diálogo entre o Metrô-Rio e as Bicicletas tem uma história que começa em 2004 (Anexo 1). Como resultado disto, há hoje bicicletários em onze estações, e é permitido transportar Bicicletas nos trens nos finais de semanas. Estes relevantes passos demonstram a capacidade de negociação das partes envolvidas e seu entendimento a respeito dos ganhos da cidade ao integrar as duas modalidades de transporte.

Prosseguindo neste diálogo, apresentamos, a seguir, propostas que avançam na integração. Metrô/Bicicletas.






*O termo Ciclista (s), empregado aqui, refere-se às pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte,
 e não a esportistas.                


** O termo Bicicleta(s), empregado aqui, refere-se aos modelos utilizados como meio de transporte, 
e não para fins esportivos.
   


 


         



PROPOSTAS

1)      Realização de um estudo sobre a demanda e a oferta de vagas nos bicicletários existentes nas estações do Metrô-Rio. Sugerimos que o referido estudo seja conduzido por especialistas do Metrô em parceria com representantes dos Ciclistas Cariocas. O tema é recorrente nas redes sociais virtuais de ciclismo no Rio de Janeiro e, portanto, merece nova pesquisa que subsidie as reais necessidades.

2)      Extensão da permissão para se portar Bicicletas nos trens para os dias de semana. A determinação sobre quais vagões, portas e horários será permitido transportá-las será definida pela concessionária do Metrô-Rio. Pesquisamos como se dá este transporte em outras cidades brasileiras (São Paulo, BH e Curitiba) e do mundo (Nova York, Londres e Toronto) (ver Anexo 7).

3)      Permissão para se transportar Bicicletas Dobráveis, dobradas e embaladas, em bolsas apropriadas, em todos os vagões, todos os dias, com as devidas recomendações e cuidados postados nas estações (Anexo 4).





4)      Permissão para o transporte de bicicletas nas escadas rolantes. Sobre o tema, leia o texto extraído do Site Transporte Ativo e veja o filme, no You Tube, que trata do Metrô de São Paulo.
           http://youtu.be/jyTbF6XOrSA



5)      Colocação de Adesivos Educativos na traseira dos ônibus do Metrô-Rio, e nos conveniados, e nos painéis internos frontais. Os adesivos (como os mostrados abaixo) informam sobre segurança, lei e convivência com o ciclista que, de acordo com o CTB Código de Trânsito Brasileiro, deve, na ausência de ciclovias, circular na via para automóveis (ver também Anexo 3):

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
Art. 201. (motoristas devem..) guardar distância lateral de um metro e cinquenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta.
Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:...... XII ao ultrapassar ciclista: Infração - grave;






                        

               
                   
(A discussão sobre a distância segura entre veículos a motor e bicicletas está ocorrendo em inúmeras localidades do mundo. Veja um exemplo no Anexo 3).

6)      Instalação de ‘Racks’ para Bicicletas na parte frontal dos ônibus do Metrô-Rio e dos conveniados que percorrem as linhas expressas da cidade, como a ligação Barra – Leblon (veja como se carrega o ‘Rack’, no Anexo 6).



         Rack para Bicicletas usado em inúmeras cidades da Europa e América do Norte.

7)      Participação de Ciclistas Educadores nos programas de treinamento do Metrô-Rio para familiarizar seu staff com a presença crescente de Bicicletas nos trens e estações e vias públicas. A tônica dos programas será o RESPEITO MÚTUO, e o treinamento se dará por meio de palestras, vivências – motoristas e condutores de trens serão colocados na situação de ciclistas, e vice-versa – filmes, e outros.

8)      Emprego dos monitores de TV nas plataformas para projeções que incentivem e eduquem passageiros a usarem Bicicletas e as transportarem no Metrô-Rio.


CONCLUSÃO


Esperamos que o nosso encontro renove e reafirme a relação de parceria entre o Metrô-Rio e os Ciclistas Cariocas. Que gere excelentes frutos e ações conjuntas neste futuro tão próximo em que o Rio recebe importantes eventos - Rio + 20, COPA do Mundo e Olimpíadas. Transporte público de qualidade, integrado a Bicicletas, será fundamental para o sucesso destas iniciativas.

As três esferas de governo respaldam a integração intermodal com Bicicletas: a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, “Capital da Bicicleta” declarada, o Governo Estadual, com o programa da Secretaria de Transportes intitulado “Rio Estado da Bicicleta” e o Governo Federal, no âmbito do Ministério das Cidades, que possui o programa “Bicicleta-Brasil”.

Queremos poder contar com a parceria do Metrô-Rio, e das empresas de ônibus conveniadas, nesta iniciativa que se inspira tão somente no desejo de um futuro melhor e mais sustentável na Cidade do Rio de Janeiro. Ganharemos todos muito, cariocas, turistas e a cidade que queremos maravilhosa!















Anexo 1
Metrô Rio e o Ciclista
Descrição: Logo_TA_180.gif
A Transporte Ativo procurou o metrô pela primeira vez em 2004, através de Carlos André Ferreira, o Kadeh, um dos sócios fundadores. O Motivo era o embarque de bicicletas nos vagões, no mesmo ano o Grupo de Trabalho para Ciclovias da Prefeitura, da qual a Transporte Ativo faz parte, também se pronunciou sobre o assunto com o Metrô Rio. Um ano depois, em 2005, a empresa começava a integração bicicletas / metrô, liberando o embarque destas aos domingos.

Ao longo dos anos, vários técnicos e funcionários do Metrô Rio, participaram de workshops e seminários ministrados pela Transporte Ativo em Parceria com a Prefeitura do Rio, se aproximando cada vez mais do assunto bicicletas e transporte público, veja alguns links para algumas atividades que o Metrô Rio participou:
http://www.ta.org.br/site/banco/7manuais/workshop/ws_ciclo_2007.htm
http://www.ta.org.br/site/BAnco/7manuais/t5wsp/
Em 2008, em uma nova aproximação, a TA levou ao Metrô uma apresentação sobre Bicicletas Públicas, com o objetivo de apresentar a empresa uma nova tendência que estava por vir e as possibilidades de integração modal entre bicicletas e metrô. O mesmo projeto foi apresentado à Prefeitura e originou a atual Zona 30 de Copacabana.
O assunto despertou interesse, por parte do Metrô Rio, em bicicletários nos foi pedida uma apresentação sobre o tema, seguida de um acompanhamento até o início da implantação dos atuais bicicletários nas estações.



Anexo 2
A propaganda se vale da Bicicleta para projetar sua imagem de sustentabilidade. Exemplos, entre nós, são o Banco Itaú e o Bradesco, as seguradoras Sul América, Porto Seguro e UNIMED, e muitas outras empresas. Veja alguns exemplos abaixo.

PORTO SOCORRO BIKE


A Porto Seguro incentiva o uso da bicicleta. E para que você possa pedalar com tranquilidade, desenvolvemos o Porto Socorro Bike: um serviço de assistência* dia e noite em caso de:

·         Pneu furado: reparo ou trocada câmara de ar (aros 20" e 26");
·         Quebra da corrente: emenda ou troca da corrente...

SULAMERICA NIGHT BIKERS

A SulAmérica Seguros e Previdencia incentiva o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo, além de buscar a melhoraria da qualidade de vida dos cariocas e contribuir com o meio ambiente da cidade. O Rio de Janeiro é uma cidade privilegiada: de um lado, o mar; do outro, as montanhas e suas florestas. Não por acaso, o Rio tem a maior malha cicloviária do Brasil: 140 km que atraem 300 mil pessoas por dia.

Itaú patrocina programa de aluguel de bicicletas no Rio

Ao todo serão instaladas 60 estações em 14 bairros da cidade até 13 de dezembro deste ano

Gustavo Rampini


Anexo 3
A BICICLETA :: Código de Trânsito Brasileiro (CTB)
Regras relativas a bicicletas
Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;
Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;
Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:
(...)
Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.
Art. 39. Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos locais para isto determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais apropriados, ou, ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez, observadas as características da via, do veículo, das condições meteorológicas e da movimentação de pedestres e ciclistas.
Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.
Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.
DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS
Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.
§ 1.º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres (...).




Anexo 4
Dobráveis”, conheça um pouco mais:

E a carioquíssima “Cyclophônica”, uma Orquestra de Câmara Sobre Rodas, em suas “Dobráveis”, passeando pelas ruas de Santa Teresa. Uma delícia!



Anexo 5
A distância entre veículos motores e as bicicletas...uma discussão:
Na região de Napa, na Califórnia, está ocorrendo a discussão sobre a distância segura a ser mantida quando um veículo motorizado passa ou ultrapassa uma bicicleta.



Anexo 6
Filmes: Carregando Bicicletas nos “Racks Frontais Para Transporte de Bicicletas” em ônibus urbanos (Fonte: You Tube)








Anexo 7
Regras para uso do Metrô em SP e BH


Regras para uso de bicicletas no Metrô de Nova York.
Do “Não” ao “Sim”, no Metrô de Toronto, Canadá.
Curitibanos conscientes, mas podemos fazer melhor que eles!!!
E no “Tube”, de Londres.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Do Blog Ombudsmãe (de Thaís Vinha)
Compartilhado.


Filhos, festas e aparelhinhos eletrônicos.



Você está numa festa ou jantar. Ao seu lado, um adulto saca do bolso um celular e começa a interagir com a tela. Você tenta puxar conversa, mas ele responde por monossílabos, sem tirar os olhos do pequeno monitor. Isso quando lhe dá alguma resposta. Logo, você e todos ao redor desistem de fazer contato. E a festa segue sem ele.

Adultos normalmente não fazem isso em encontros sociais. É extremamente mal educado além de um despropósito em uma reunião entre familiares e amigos. Quem não quer interagir, que fique em casa.

Pois alguém me ajude a entender o motivo deste comportamento ser cada vez mais tolerado entre as crianças e adolescentes. Nos eventos deste final de ano, me surpreendi com a quantidade de crianças em atitude quase autística diante de um pequeno aparelho eletrônico. 

Meninos e meninas que não conversam com primos, mal respondem às perguntas dos avôs e não se esforçam em fazer amigos. Cheguei a testemunhar adolescentes entediados em locais com mar, gente da mesma idade e piscina, porque lá não tinha internet ou gueiminho. E o pior é que faziam todos ao redor se sentirem os mais chatos do planeta. Difícil competir com o Steve Jobs ou com o Mark Zuckerberg.

Eu sei que começar o ano com um puxão de orelha não pega nada bem, mas pai e mãe, que filhos são esses que estamos criando? A sociabilização é um aprendizado. E como todos os aprendizados tem suas etapas ao longo das diversas fases da vida. Nossos filhos, com nossa total conivência (e, convenhamos, muitas vezes para nosso sossego), estão deixando de viver fases essenciais deste aprendizado. 

Os aparelhinhos são inevitáveis? Que sejam, mas cabe a nós orientá-los para o uso social deles. Em festas nem pensar. (Em recreio de escola idem, onde já se viu criança parada e sozinha no intervalo?)

Tourear crianças em restaurante ou eventos não é fácil. Mas se o convite é para levá-las, que sejam aceitas como são: irriquietas, brincalhonas, barulhentas, crianças, ora!  Antes isso do que decorações de mesa com brilho azul no rosto.

O que mais sinto é pela perda. As crianças que vi conectadas me pareceram muito legais. Talvez se eu tivesse um outro aparelhinho conseguiria que elas me adicionassem como amiga. Na base da conversa, fracassei.








O Movimento Multa do Cidadão é a resposta de um grupo de cidadãos contra anos de omissão do poder público em coibir o abuso dos direitos de quem caminha por calçadas. Nelas, estaciona-se, põe-se mesas, caixas, deixa-se esburacada, suja, faz-se necessidades, atira-se lixo, e tudo o mais. Rua é fora.  E nada é feito para melhorá-las. Quem caminha, entende-se, é um ser de segunda categoria.

Mas, com a recente criação do Movimento Multa do Cidadão, pode-se melhorar a situação. O Movimento 'multa'... ele, eu , você e todos também. Qualquer um pode...e deve. Nesta primeira etapa, criou-se 'multas-adesivos' para serem coladas aos vidros dos carros estacionados sobre calçadas. É o começo, e parece que a ideia caminha muito bem! Veja as multas. Se quiser, imprima-as em adesivos e junte-se ao Movimento, que é aberto. Dê notícias! Ou entre em contato para obtê-las.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fonte: http://www.laarena.com.ar/opinion-cuba_con_su_socialismo_vivo__muchos_amigos_y_el_enemigo_de_siempre-69234-111.html


Edición del 3/1/2012

Cuba con su socialismo vivo, muchos amigos y el enemigo de siempre




Reuniones culturales y conciertos fueron la forma cubana de festejar el 53 aniversario de la revolución. Gobiernos amigos del mundo la saludaron con admiración. Y el imperio rechinó los dientes, con odio.
EMILIO MARIN
La conmemoración del 53 aniversario de la Revolución Cubana tuvo de todo en La Habana y otras ciudades. Apegados a la tradición, se dispararon 21 tiros de cañón en la Fortaleza San Carlos. Posiblemente esos cañonazos quisieran decirles a los enemigos que quien invada Cuba, como sentenció Antonio Maceo, "recogerá el polvo de su suelo anegado en sangre, si no perece en la lucha". A los amigos, esas salvas pueden despabilarlos, por si alguno se durmió en los laureles...
La fiesta no se vistió del militar verde olivo. Tuvo mucho de cultural, como corresponde a una nación que ostenta un alto grado de desarrollo científico e intelectual. En la sala García Lorca del Gran Teatro de La Habana, el Ballet Nacional de Cuba dirigido por la longeva Alicia Alonso interpretó Cascanueces. En la calle, en la Tribuna Antiimperialista "José Martí", actuó el premio nacional de Música 2011, Pachi Naranjo y su orquesta Original de Manzanillo. En Holguín hubo cena gigante, bailes, etc. En Santiago de Cuba, niños y jóvenes hicieron una imitación de la marcha de los guerrilleros de 1959.
En fin, cañones y cultura, de puntería y calidad, sirvieron como herramientas para anunciar a los 11.2 millones de cubanos que la revolución está vivita y coleando. Bloqueada en forma impiadosa por el mal vecino estadounidense, de todos modos Cuba va. En el camino quedaron burgueses como Manuel Urrutia y José Miró Cardona, algunos traidores como el general Raúl Arnaldo Ochoa. Y fueron superados los 638 intentos de la CIA por asesinar a Fidel Castro, que desafiaba a Wall Street y el Pentágono a sólo 90 millas de La Florida.

Dirección.
La dirección de un proceso revolucionario es un asunto capital Los soviéticos perdieron a Lenin por enfermedad en 1924, tras ser baleado por una activista socialista-revolucionaria, "de izquierda", apenas a siete años de la insurrección de Petrogrado. Los cubanos, en cambio, han tenido la eficacia de haber conjurado esos centenares de intentos de matar al comandante. Y éste llevó las riendas del gobierno con la sapiencia de un estadista, hasta 2006, cuando cayó enfermo y fue reemplazado por el entonces segundo secretario del Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro.
Incluso hoy cuando está retirado de cargos en el gobierno y PCC, Fidel provee apoyo intelectual. En 2011 escribió 49 Reflexiones sobre diversos temas: el primero "¿Qué diría Einstein?", del 6/01/2011 y el último de esta serie "Cinismo genocida", del 14/11/2011. Contar con un dirigente excepcional fue una bendición de la revolución cubana, que explica en parte las victorias. En 1898, cuando caía en batalla José Martí, el ruso Jorge Plejanov escribía "El rol del individuo en la historia". Si hubiera conocido al nacido en Birán el 13 de agosto de 1926, lo habría puesto de ejemplo. La masa hace la gran parte de esta historia, por supuesto, pero necesita una buena dirección. Cuba la tuvo. Y la tiene como se vio en el VI Congreso del PCC.

Vaso medio lleno.
Para evaluar los logros de un gobierno hay que ver los resultados de su gestión y el contexto en que fueron alcanzados. Una cosa es que no haya bloqueo imperial y otra es si se sufren todas sus consecuencias. El balance tiene que tomar en consideración los datos del país. ¿Tiene una pampa húmeda como la Argentina capaz de producir alimentos para 400 millones de personas? ¿O la riqueza petrolera de una Arabia Saudita o Venezuela? ¿La revolución heredó un aparato industrial de primer nivel al que sólo debió cambiar de rótulo, de "Sociedad Anónima" a "Socialista"?
La sola enunciación de esos criterios anticipa la buena nota de quienes en 1959 encontraron las arcas del Banco Nacional vaciadas por la banda de Fulgencio Batista en fuga hacia República Dominicana. Que arrancaron con un pueblo estragado por el analfabetismo y tremendo atraso en los bohíos campesinos. Su industria era coja, caminaba con la pata de los ingenios azucareros. No tenía petróleo y a lo sumo refinaba en empresas norteamericanas hasta que éstas dijeron No.
Hablando del "oro negro", en base a su esfuerzo y los contratos firmados con empresas extranjeras -un cambio que viene de varios años atrás- en 2011 Cuba produjo 4 millones de toneladas de petróleo y gas. Y van a ser muchos más si progresa la exploración de sus socios internacionales en zonas propias del Golfo de México (van fifty-fifty en lo que se halle). La gusanería de Miami con bancas en el Capitolio, como la republicana Ileana Ros-Lehtinen, clama para que EE. UU. lo impida so pretexto de precaverse de derrames petroleros que afecten al golfo y La Florida.

Sin analfabetismo.
Haber erradicado el analfabetismo a fines de 1961, puso a la Mayor de las Antillas a la vanguardia -en el buen sentido sarmientino- de "educar al soberano". Y el impulso llega hasta hoy: 500.000 estudiantes comenzaron el pasado 5 de setiembre el año lectivo en 50 universidades.
Muchos de esos alumnos son extranjeros. Miles de becarios de la Escuela Latinoamericana de Medicina (ELAM) estudian gratuitamente con el compromiso de volver como médicos a sus poblaciones. Ya van por la séptima promoción, desde que en 2005 se graduó la primera. Antes de 1999 la isla mandaba sus médicos a las naciones afectadas por una epidemia o terremoto, y luego pasó a formarles sus propios profesionales. Esto no significa que los galenos cubanos no sigan yendo donde se los necesita: 40.000 especialistas están en 70 países, muchos son médicos. Fueron a Haití y Pakistán, pasando por Venezuela y Angola. Donde hay un intenso dolor humano, un médico cubano lo atiende.
Los gobernantes norteamericanos tratan de comprar a esos médicos cubanos, como a los atletas. De vez en cuando logran un pescado, pero el grueso de los tentados no se traga el anzuelo. ¿Prueba? Cuba ocupó el segundo lugar en los Juegos Panamericanos de Guadalajara, con 58 medallas de oro.

Todo lo que falta.
Si la revolución social ha avanzado a pesar de tanto bloqueo, "cordón sanitario", invasiones, intentos de asesinatos, atentados terroristas, propagación de dengue, campañas mediáticas y labor de zapa de los "quintacolumnistas", etc, es porque goza del apoyo de la amplia mayoría de la población. Esto no es algo fortuito. Esa gente protagoniza la revolución y la apoya porque conoce sus bondades. Un círculo virtuoso.
La tasa de mortalidad infantil en Cuba es inferior al 5 por cada mil nacidos vivos. En Argentina, donde también hubo progresos, es de 12 por mil, por lo que resta mucho por hacer, tal como le recomendó Fidel Castro a Néstor Kirchner en la cumbre del Mercosur en Córdoba, en 2006.
En septiembre pasado el Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (UNICEF) divulgó el informe "Progreso para la Infancia un Balance sobre la Nutrición". Allí se alertaba que en el mundo existen 146 millones de niños menores de cinco años con problemas de graves de desnutrición infantil. Ninguno de ellos es cubano. UNICEF confirmó que Cuba es el único país sin desnutrición infantil. Por su parte la UNESCO reconoció que el 99,8 por ciento de los cubanos mayores de 15 años saben leer y escribir.
¿Acaso sólo se ocupan de los niños? No. La esperanza de vida de los isleños es de 78 años y eso significa que los adultos también son bien tratados, bien alimentados y bien medicados.

El uno-dos.
Cuando la ONU haga en 2015 el racconto de los Objetivos del Milenio de salud y educación, la isla estará en el podio. Su canciller Bruno Rodríguez manifestó en la ONU: "en Cuba, las metas previstas en la Declaración del Milenio han sido cumplidas prácticamente en su totalidad, y en algunos casos superadas con creces".
Antes se dijo que el vaso de la revolución estaba "medio lleno". También afronta sus dificultades, problemas y errores, y en este sentido también se lo puede ver "medio vacío". El VI Congreso partidario, los consejos de ministros, la Asamblea Nacional, etc, han hecho un serio llamado contra el burocratismo, el delito, la corrupción, la indisciplina laboral, el fraude, el cuatrerismo y una serie de deformaciones. La situación es grave, al punto que Raúl Castro ha denunciado que "la corrupción equivale a la contrarrevolución".
Pugilísticamente hablando, los cubanos han aplicado "un-dos" a ese enemigo interno: en abril de 2010 fue el VI Congreso y en enero realizarán la Conferencia nacional. No podrán decir que están cansados. El 1 de enero de 1959, su comandante en jefe habló ante la multitud reunida en el Parque Céspedes de Santiago de Cuba y advirtió: "La Revolución empieza ahora, la Revolución no será una tarea fácil, la Revolución será una empresa dura y llena de peligros". Tal cual.
No dia 23/01, escrevemos para o CCBB - Registrado aqui para controle.

Olá Senhoras/Senhores do CCBB,

Venho comunicar-lhes que na semana que se passou, minha amiga Martha Bicalho, portadora do mal denominado Esclerose Múltipla, tentou visitar a exposição sobre a Índia. Tendo que usar a cadeira de rodas do centro cultural, e por esta estar ocupada, aguardou por mais de hora e meia, quando decidiu partir, sem ver a referida exposição.

O que me surpreendeu foi que o CCBB, ela soube, dispõe de apenas uma cadeira de rodas! 


Assim como minha amiga, inúmeras pessoas, com alguma disfunção física, ou idosos, necessitam de cadeiras de rodas parte do tempo. Uma exposição, que exige um caminhar lento e prolongado, pode ser impossível para estas pessoas. Este é o caso de Martha, que caminha com dificuldade e não pode executar este tipo de marcha.

Certamente, não custará muito ao CCBB, ou ao Banco do Brasil, que o patrocina, adquirir mais uma ou duas cadeiras, evitando, nos dias de grande fluxo de vistantes - e estes são muitos!! - este tipo de situação. 

Seguramente, bastarão, a estes dignos cidadãos, as dificuldades de suas difíceis condições e o descaso com que a sociedade brasileira os trata. Devemos todos, fazer o que está ao nosso alcance para promover sua normal integração na sociedade. 

Grata pela atenção, aguardo seus comentários.

Maysa Blay
Projeto entregue hoje à FETRASPOR - Federação Estadual do Transporte, que abarca todas as linhas e empresas de ônibus do Estado do Rio de Janeiro.


O projeto abaixo visou estabelecer um diálogo com as empresas de ônibus e melhorar a relação entre elas e os usuários de bicicletas - uma tribo crescente. 


Fomos Lucimara Correa e eu, e nos reunimos com Márcia Vaz.


Rio de Janeiro, janeiro de 2012

INTRODUÇÃO

É com grande alegria e esperança que se dá este encontro entre Fetranspor e representantes da sociedade civil que buscam um melhor relacionamento entre Ônibus e Bicicletas no Estado do Rio de Janeiro. Há muito a ser feito para tornar Ônibus e Bicicletas “amigos” e parceiros por uma cidade mais sustentável.
Todas as grandes e médias cidades, no Brasil e no mundo, estão buscando alternativas para os automóveis. Ônibus e Bicicletas estão dentre as  modalidades de transporte mais importantes. Unindo esforços, todos sairemos ganhando!


PROPOSTAS

1   -Adesivos Educativos
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro...
Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Art. 201. (os motoristas devem... )guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta.

Propormos que adesivos (ver abaixo) sejam colocados nas traseiras dos ônibus (40cm x 40 cm.), e no painel frontal do veículo (20cm. X 20 cm.), no alto, à vista do motorista e dos passageiros.



2   - Programa Educativo
Propomos um programa educativo regular com equipes de motoristas, instrutores e empresários do ramo de transporte.
Nossa intenção é familiarizar os agentes do transporte público com a presença crescente de bicicletas, utilizadas como meio de transporte. A tônica do programa será o RESPEITO MÚTUO.

O treinamento se dará por meio de cursos, palestras de visitantes, vivências – motoristas de ônibus colocados na situação de ciclistas e vice-versa – filmes, e outros.

3   - “Racks” para bicicletas
Instalação de “racks”, carregadores de bicicletas, na parte frontal dos ônibus.

A sugestão é para veículos que percorrem vias expressas na cidade do Rio de Janeiro e arredores, a Linha Vermelha, Linha Amarela, Avenida Brasil, ligação Barra – Leblon, etc., promovendo assim a integração das modalidades de transporte.

CONCLUSÃO

Esperamos que este nosso primeiro encontro gere bons frutos e desdobre-se em ações conjuntas num futuro muito próximo.
Queremos contar com a valiosa amizade da Fetranspor, e de suas associadas, nesta iniciativa pioneira, inspirada no desejo de um futuro melhor na Cidade e no Estado do Rio de Janeiro.
São inúmeros indivíduos e grupos organizados de usuários de bicicletas no Rio de Janeiro  – pessoas que utilizam bicicletas como meio de transporte – aqui contemplados.
Lembramos que o prefeito Eduardo Paes, declarou o “Rio de Janeiro, a Capital da Bicicleta”. A declaração está no sítio de internet da Prefeitura e expressa sua visão de futuro. E o Governo Federal, no âmbito do Ministério das Cidades, possui o programa Bicicletas-Brasil.
Não há disputa entre ônibus e bicicletas.  Deve, porém, haver PARCERIAS e todo o RESPEITO. Ganharemos muito!

Maysa Blay
Lucimara Correa



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Vênus de Botticelli. Estudo II da Ana Rosa. Jan 2012.