sábado, 11 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
poe-ma-no
Querida No meu coração,
Nome que provoca emoção,
Hoje só por email ou blog,
Como pode?
Antes perto,
Depois, silêncio deserto,
Decerto que não é vã,
A ligação irmã,
Um imã me atrai a ti,
Ao teu texto e história,
Passando-se por outra em Parati,
A que tem glória e fama,
Mas que a gente não ama,
Porque a falsária, bem humorada,
É que é vera e amada,
Real a cada milímetro,
Cada palavra, sinal e pontuação,
E agora conto, em confissão,
Que este longo trecho-vida,
Que minha vida está longe da tua,
Fez um tipo de ferida,
Que anda figinda na rua,
Porque te busca no tempo perdida,
Minha amiga, mais que querida,
Nos meandros dos circuitos,
Em momentos fortuitos,
Eletrônicos e neuronais,
No espaço virtual e seus canais,
E, de súbito, eis que estás,
E por esta ferramenta que é a palavra,
Conecto nova ao teu nome,
Num desejo de não des-ligar,
Não des-lindar este instante,
Meio de novo apaixonada,
Com ciúmes dos intrusos,
Que te conheceram neste interim,
Que não passaram por mim,
Que vão e leem o que você revela,
E comentam, ousados!
Se apaixonam, abusados!
Sem permissão,
Ciúmes, ciúmes,
É claro o que sinto,
É coisa certa e antiga,
Coisa de "melhor amiga",
Que cisma habitar o coração.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Na cidade sonhada...
A cidade sonhada é aquela inalcançável, tão distante quanto nada. Quanto mais perto dela cheguemos, mais longe estará. A cidade sonhada é aquela que nunca para de mudar, nunca para de melhorar, é aquela onde só existe o perigo, que não passa de perigo, não chega a tragédia.
Teca
sábado, 27 de novembro de 2010
Desigualdade, este é o teu nome!
Marxismo, comunismo, socialismo, capitalismo, liberalismo, neoliberalismo – desigualdade. Este é o nome do que está na base deste longo e interminável embate. E por não trabalharmos no sentido de eliminar gradual ou bruscamente a desigualdade, estas discussões ideológicas continuarão por muito tempo. Talvez nunca terminem, porque talvez o homem não esteja programado geneticamente para viver em igualdade. Desigualdade, este é o nome. A história está longe de seu fim.
Sabiamente, Lula promoveu uma ínfima distribuição. É tão pouco o que distribuiu. Entretanto, a vida de muitos melhorou. Gerou-se uma cadeia ascendente de maior poder aquisitivo, de desejo de melhora. Pessoas investiram em bens de consumo, duráveis ou não, essenciais ou não. Mas investiram também em estudo. Muitos se valeram do controverso sistema de cotas. Bom pra eles! Tão pouco fez o Lula e tanto ele fez! Mas, porque ninguém antes, cá por estas bandas, nem isto fez?
O ser humano, está claro, vive bem e feliz com bem pouco: uma moradia segura, física e juridicamente, com equipamentos básicos, energia, água e saneamento, coleta de lixo, e transporte público a curta distância; escola, nos moldes de um CIEP e nada mais que um CIEP, para todos os pequenos; escolas técnicas, para os médios; faculdades técnicas ou completas, para todos; trabalho, para todos, a caminho de estes tornarem-se progressivamente mais e mais sustentáveis; e saúde, boa e ampla, com tônica na prevenção, como muitos países oferecem a seus cidadãos.
Desigualdade. Por que tanta? Até quando? Quanto custa enfrentar-se a desigualdade? Quanto sai a conta de prover o cidadão com o básico, para que ele possa livremente desenvolver-se? Todas as ações de particulares, empresas e pessoas comuns, de governos e instituições públicas devem se voltar para o projeto do fim da desigualdade. Devem-se abrir portas e caminhos, vencer todos limites, pensar novo, acreditar-se no sonho de um país igual, sem feias grades, um país que investe, crê e preza o que é público.
De outra forma, viveremos sempre aos trancos e barrancos, inventando ideologias que camuflam a desigualdade. Nossos olhos pregados no lamentável show televisivo de polícias e milícias. Quanto desperdício humano. Quanta falta de foco. Quanta vergonha desta desigualdade que tem há tanto sido a verdadeira autora da nossa história! Basta desta mentira!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Digam que tudo é bobagem.....
Prontos, com este nosso exercício espontâneo, aguardarmos agora as novidades no INPI para a A3P - Agenda Ambiental da Administração Pública. Se você quiser saber mais sobre ela, acesse o site do MMA – Ministério do Meio Ambiente: www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=36
E se você tiver uma nova idéia neste sentido, ou quiser saber mais sobre livros ou revistas para doação no INPI, sobre descarte de pilhas ou reutilização de papel, sobre barbeadores, bolas e bonés, ou sobre qualquer tema aqui abordado, escreva para o Caderno INPI ou para mim.
Ecoabraços!
sábado, 16 de outubro de 2010
DESVENTURAS DE UM DENDRÓLATRA
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DESVENTURAS DE UM DENDRÓLATRA
Indignado com o descaso da Fundação de Parques e Jardins com as mudas que planta, Rubem Fonseca narra seu périplo para salvar uma árvore na praça Antero de Quental.
É possível existir alguém que não goste de árvore? Não falo do sujeito, índio ou não, que faz a queimada para plantar mandioca, soja, cana-de-açúcar ou lá o que for. Esse vai direto para o inferno, mesmo jurando para São Pedro que fazia isso para conseguir o leite das crianças. Falo das pessoas que me cercam, que vivem na minha cidade e não têm qualquer razão para destruir, desprezar, ou até mesmo ignorar a existência das árvores.
O poeta polonês Czeslaw Milosz tem um poema denominado "Anelo" (ou "Desejo Ardente") que diz "Não quero ser um deus ou um herói, apenas tornar-me uma árvore, crescer um longo tempo, e não ferir ninguém".
São assim as árvores. Não ferem ninguém, e ainda dão sombra e frutos. Os druidas acreditavam que quando nos aproximávamos de uma árvore, nos acercávamos de um ser sagrado que nos podia ensinar sobre o amor e nos dar conhecimento e sabedoria. O termo druida tem origem céltica e acredita-se que seja um cognato da palavra grega drus que significa carvalho, essa árvore de grande porte.
Nosso nome, brasileiro, é proveniente de uma árvore de cerne vermelho, manchado de escuro, o pau-brasil, de onde veio o nome do nosso país. Somos, assim, parecidos com os druidas, eles se relacionam com o carvalho, nós com o pau-brasil. Apenas não acreditamos, como eles, que as árvores possam nos transmitir conhecimento ou sabedoria.
Moro numa praça onde periodicamente a Fundação de Parques e Jardins planta algumas árvores, de maneira tão precária, que morrem em pouco tempo. São sustentadas por pedaços finos de bambu, que mal se mantêm em pé e não têm nenhuma proteção de metal em torno. Da última vez, plantaram oito árvores dessa maneira tosca e apenas uma sobreviveu, um ipê, que cresceu não obstante alguns mendigos bêbados, malucos ou vândalos cretinos, quebrassem constantemente os seus galhos.
Notando que ela não resistiria por muito tempo, pois a sua raiz não estava muito firme, telefonei para Parques e Jardins. Dei o meu nome e endereço e falei da situação periclitante daquela árvore, expliquei que ela necessitava de uma proteção de metal, como as que existem na praça Nossa Senhora da Paz. Eles prometeram uma providência. Um mês depois, como nada tivesse ocorrido, liguei novamente e disse que estava disposto a pagar pela proteção de metal. Aquilo deixou a pessoa que me atendeu meio perturbada, pediu para eu esperar na linha pois ia consultar alguém. Quando voltou disse que eles mesmos providenciariam a proteção.
Mas nada fizeram. Toda noite, munido de várias garrafas grandes de plástico cheias de água eu ia regar o ipê, Mas a sua raiz continuava bamba. Decidi solicitar o auxílio da BodyTech, uma academia de ginástica, que anunciava, com cartazes, que estava tomando conta da praça. Consegui que uma petição, assinada por vários sócios, fosse enviada à direção da academia solicitando providências em relação àquela árvore. Aconteceu alguma coisa? Nada. Aqueles cartazes da academia eram apenas propaganda.
Então decidi contratar uma pessoa para tomar conta da árvore. Esse indivíduo colocou vários quilos de terra adubada na raiz da árvore, improvisou uma proteção de madeira em torno do seu caule e borrifa, periodicamente, líquidos protetores em suas folhas.
Mas a raiz da árvore continua bamba. Acho que ela, como dezenas de outras plantadas na praça, também vai morrer. Sei que existe quem diga que é uma coisa idiota fazer esse estardalhaço por causa de uma árvore. É devido a esse tipo de pensamento que uma, duas, três, milhões de árvores são incessantemente destruídas em nosso país. E isso me preocupa, quer seja um milhão de árvores, quer seja apenas uma. Sou um dendrólatra incorrigível.
Não posso deixar de citar trecho de um poema de Joyce Kilmer: "I think that I shall never see a poem lovely as a tree. [...] Poems are made by fools like me, but only God can make a tree."
Esqueci de dizer que essa praça fica no Leblon, um bairro que teoricamente teria um tratamento privilegiado. Se for o caso, fico imaginando o horror que ocorre nas outras praças da cidade.
E o nome da praça é Antero de Quental, um poeta português que gostava de árvores.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Adobe Flash Player 9
Prezado Mauro (Santayana),
Leitora frequente de suas colunas, e admiradora delas, tenho algo a dizer-lhe.
Com a recente transformação do JB para o formato estritamente digital, algo está estranho.
Além do formato, agora digitamente confortável - admito -, há algo "enjanelado". Não é mais possível 'copiar e colar' os textos.
Esta ferramenta, tão maldita, horror dos privatizadores de idéias e "pouca coisa", é, na minha opinião, a grande, a maior revolução que a informática produziu. Não porque tira os direitos do autor, mas porque permite que se espalhe informação. Esta é uma de suas mais brilhantes funções. Control C, Control V. Enviar....
Assim fiz, confesso, com muitos textos seus. Lia, concordava visceralemente - pois você tantas vezes traduz meus sentimentos ainda inominados! - copiava, colava e enviava a muitos amigos. Isso suscitou grande discussões e trouxe (e avise isto ai no JB!) muitos leitores ao JB.
Creio que na época que o JB tinha suas duas versões, meus amigos o acessaram virtualmente, como consequência dos meus envios. Mas agora, que o jornal é estritamente eletrônico, porque não trazer mais leitores? Cobrem, cadastrem, mas deixem as informações fluir e os leitores irem e virem.
Esta ferramenta do "Adobe", que apresenta o JB no seu novo formato, é totalmente amarrada. Não se copia, não se destaca, é irritantemente limitadora. É filhote destas iniciativas mefistotélicas de um mundo que privatiza genes, sementes, conhecimentos tradicionais, e tudo "under the sun", triste lema patentário americano (aquele que imiscuiu intelecto com o comércio, através do TRIPS).
Voltando ao JB e você, é triste lê-lo, como hoje, e não poder enviar este seu texto aos meus contatos. Para, lá pelas 11, começar a receber comentários, elogios, discordâncias e outras reações 'acordadoras'.
Além do mais. Não se pode escrever ao JB. Onde está o contato, o 'fale conosco'? O clique aqui e enivie? Cadê? Diga a todos aí que esse formato caixinha fechada é estranho ao próprio mundo virtual.
Limpo, mas estéril, este é o Adobe Flash Player 9.
Abraços.
Maysa Blay
sexta-feira, 11 de junho de 2010
METAS AMBIENTAIS
Para quem é jovem, ou assim se sente; para quem está vivo, ou assim deseja estar; para que ama alguém, e é amado, por este mesmo alguém , ou por outro...para quem compartilha o mundo...há que se reconhecer a grave situação do Planeta, e adotar novos princípios, que preservem ambiente e homem, animais e plantas, ar, água dos rios e mananciais, mar...e buscar, de preferência junto com outros, formas de traduzir os princípios em metas práticas e ações.
Princípios principais:
1) Repensar e reciclar, sempre, os valores de nossa vida individual e comunitária.
2) Reavaliar modernos hábitos de consumo, de forma a buscar consumir o que nos for necessário, sem desperdícios e exageros; avaliar, sob a ótica socioambiental e ética o engajamento, sem reflexão, aos modismos imperativos de nossa era; valorizar o consumo de produtos sustentáveis, isto é, aqueles que em sua produção consideram prioritárias as relações harmoniosas de trabalho, com o entorno social e com o meio ambiente.
3) Trazer para a vida da comunidade ferramentas para a economia de água, energia e materiais. Buscar alternativas sustentáveis para suprir a necessidade destes parâmetros.
4) Engajar-se em movimentos que busquem defender o ambiente e as pessoas que nele habitam. Criar movimentos que busquem melhorias socioambientais, e, usando os inúmeros meios de comunicação existentes, dar máxima publicidade a estas iniciativas.
5) Estar atento ao espaço que imediatamente nos rodeia, para torná-lo através de ações, mais harmonioso e sustentável, para todos. Não esquecer, porém, jamais, que somos parte de um todo, e como tal, nossas pequenas ou grandes ações tem um importante papel na educação de todos e na preservação da vida.
6) Procurar por em prática os princípios dos Três Rs para o lixo: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Ser inventivo e pró-ativo no desenvolvimento de meios para que estes princípios sejam postos em prática.
7) Plantar árvores, sempre, muitas e adequadas ao meio; aguá-las e respeitá-las; esperar, com amor, que cresçam, e dêem sombra, frutos e futuros, para todos.
8) Viver mais, com menos. Atentar mais para o “ser”, e menos para o “ter”.
Orgânicos X Transgênicos: o embate moral!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O que você come afeta o planeta 2
Infelizmente, não dá mais para negar que a sopinha do bebê está contaminada. E o leite que sua mãe lhe dá, com amor, lamento, também. Os alimentos não orgânicos, contêm quantidades perigosas de substâncias químicas prejudiciais à saúde. E elas são tantas, e tão nocivas, que será enfadonho listá-las. Mas, deixe-me citar apenas algumas. Seus nomes, só de se enunciar, fazem uma corrente fria percorrer a medula. São alguns deles o acefato, endossulfam, tamaron, gramoxone, paraquat, mancozeb, monocroftos, folidol, malation, decis, etc. Conte-me do pavor que seus nomes duros provocam em você! Só não posso acreditar que não se fale mais, muito mais deles.
É preciso alimentar a todos, mas não se pode negar a verdade. Quem pode pagar, então, que passe a comprar produtos orgânicos, um ou dois, se for possível, ou muitos, ... mas que o faça, já, para que logo, num futuro bem próximo, os alimentos verdadeiramente saudáveis passem a estar em mais mesas de brasileiros e no mundo todo.
Depende de nós consumí-los, em pequena ou grande escala, para que aumente a produção, a concorrência e para que os preços caiam. Mais do que um prazer ou um privilégio, o consumo de orgânicos por parte de quem sabe o seu significado para a saúde humana a do ambiente, é uma obrigação, um ato de altruísmo.
Pense nisso, na sua próxima compra.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O que você come afeta o planeta - 1

CARNE
Quando você come carne vermelha, no Brasil, há uma grande chance de que esta carne venha de uma região de desmatamento. É difícil saber.
Há outras questões críticas com relação à carne que consumimos. No território nacionla, há milhares de fazendas que utilizam mão de obra escrava. Como saber se a carne que comemos não vem de um deste locais?
Do ponto de vista da saúde, ingerir carne não pode ser bom. O gado confinado movimenta-se um mínimo. Desta forma, engorda e sua carne não se converte em músculo. Além disso, o confinamento gera um ambiente onde microorganismos patogênicos proliferam com extrema facilidadade. Animais são tratados PREVENTIVAMENTE com antibióticos. Quem ingere esta carne, ingere os indesejáveis medicamentos nela embrenhados.
Pensando no sonho de uma distribuição equitativa de alimentos no planeta, surge a questão que relaciona grão a carne: a quantidade de carne que serve para alimentar uma pessoa, se transformada de volta nos grãos que alimentaram o animal do qual provem a carne, alimentaria quatro vezes mais pessoas.
Por fim, está a triste e desumana maneira como o gado é hoje criado. Tratado como mera mercadoria, o animal imprime em seus músculos e vísceras, na forma de hormônios, a amargura de seu viver, o desespero de ver seus filhos partirem, arrancados, para transformarem-se em 'baby-beef' e o horror de percorrer o corredor da morte ouvindo os urros do animal à frente sendo morto.
Recomendo os filmes: "A Carne é Fraca", "Fast Food Nation", "The Corporation" e "Food inc."
domingo, 7 de março de 2010
Uma salada bem orgânica!

Alimentos orgânicos são os que, em seu cultivo, dispensam herbicidas e pesticidas sintéticos. São manejados por técnicas agroecológicas que não os contaminam e não agridem o trabalhador, animais, matas, solo, água e ar.
Ao consumir orgânicos, você recebe somente os benefícios do alimento. Seu sabor é também nitidamente melhor. Alimentando-se deles, não se ingere a química indesejável dos agrotóxicos, que se acumula no organismo, e é responsável por distúrbios neurológicos, hormonais e câncer. Ademais, e é bom saber, a agricultura orgânica caminha de mãos dadas com as boas e justas relações sociais e culturais. Tudo de bom!
Mas, estes alimentos são mais caros que os convencionais. Para muitos a conversa parará aí. Se você for uma destas pessoas, não pare! Prossiga na leitura e saiba por que os orgânicos são mais caros e, depois, saiba o que podemos fazer a respeito.
Por que os orgânicos são mais caros
Dois fatores explicam a diferença de preços com os produtos convencionais: a pequena produção dos orgânicos e o custo ambiental não computado nos alimentos convencionais. Demonstro:
1) Primeiro, surge a clássica equação “maior o preço, menor o consumo”. Menor consumo, menor produção e preços mais altos. E o círculo vicioso faz sua volta.
Os produtos convencionais, por sua vez, tem grande produção e concorrência, pois são eles que o consumidor que só vê preço leva, e isto faz com que seu custo diminua.
2) A segunda questão é a do ‘custo ambiental’. O preço dos hortifrutigranjeiros convencionais não inclui a remediação dos danos ambiente e à saúde provocados por técnicas agropastoris agressivas. A quem são repassados os custos de recuperar solos e água contaminados? O custo do desmatamento irresponsável? Quem paga a cura do trabalhador contaminado?
Contrariamente, os produtores de orgânicos, com seus cuidados com o ambiente e a saúde, reduzem estes custos quase a zero. “Não privatizam ganhos e socializam prejuízos”.
A lei ambiental expressa no Art. 225 da Constituição Federal estabelece o princípio do “poluidor-pagador” (no site Jus Navigandi, pode-se aprender mais sobre o assunto http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=1694). A sociedade ainda esboça sua aplicação. Quando este princípio valer, os preços dos alimentos convencionais subirão muito. Por hora, porém, o descaso com o ambiente e com as pessoas não pesa no bolso do produtor. Quem paga a conta somos nós, com a nossa saúde, e a sociedade, com as consequências ambientais dos maus procedimentos agrícolas. Você se importa com isto?
O que podemos fazer para baratear os alimentos orgânicos?
Como consumidores, temos o grande poder de consumir ou o de deixar de consumir, ambos com consciência. E este poder não é pouco!
Como não há dúvidas quanto à qualidade muitíssimo superior dos orgânicos, resta que façamos nossa parte para barateá-los e para generalizar seu consumo, estendendo-o à população geral. Mas como? Pagando mais?
Pensemos juntos: se, ao fazermos compras no mercado ou na feira, levarmos um ou dois produtos orgânicos, e se muitos de nós fizermos isto (espalhe a idéia!), ajudaremos a romper o círculo vicioso do preço alto/ baixo consumo. Consumindo mais produtos orgânicos, a produção aumentará. Novos produtores surgirão, provocando maior concorrência. Isto forçará os preços para baixo. Então, porque não comprá-los?
Onde comprar e como saber se produtos são realmente orgânicos?
Nos grandes supermercados, eles vem em embalagens que os isolam (o que os identifica, com a desvantagem de gerar muito lixo em forma de bandejas de isopor, filme plástico e outros materiais não recicláveis) e apresentam rotulagem específica - selos de certificação. No Brasil, os certificadores de orgânicos credenciados pelo Ministério da Agricultura são, entre outros, Abio, IBD, ECOCERT, ACS Amazônia (ver http://www.planetaorganico.com.br/qcertif.htm).
Além disso, no site http://www.prefiraorganicos.com.br/oquesao.aspx , do Ministério da Agricultura, você se informa sobre onde comprar orgânicos fora dos supermercados. Em feirinhas, espalhadas pelo Brasil, que acontecem em certos dias. Veja no site. São produtos não rotulados, mas atestados pelo Ministério. Se você for, por exemplo, à feira de orgânicos da Glória, aos sábados de manhã, comprará produtos livres de sacos plásticos (ufa!) - mas leve sacola.
No caso do Rio, por exemplo, o http://www.prefiraorganicos.com.br/ indica: Feira Orgânica da Glória (Praça do Russel, sábado das 7 às 13), Feirinha da PUC (quintas de manhã), Feira da Barra da Tijuca (Sinagoga Newton Bonder, terças pela manhã), Feira Org. de Campo Grande (Rua Marechal Dantas 95, sábados das 7 às 13), Feira de Nova Iguaçu (Praça Rui Barbosa, quartas 8 às 18), Feira do Campo de São Bento – Icaraí (Quintas 7 às 13), Feira do Horto – Fonseca (Al. S. Boaventura 770, terças 7 às 13), etc. No site, há mais informações.
Para saber mais sobre as técnicas de produção e sobre a certificação dos produtos orgânicos, leia a excelente cartilha do Ministério da Agricultura, ilustrada por Ziraldo, no site. http://www.escoladegoverno.org.br/images/docs/cartilha_produtos_organicos.pdf . (Circulou, recentemente, na Internet, a informação de que a “transgênica” Monsanto havia acionado o Ministério e impedido a distribuição da cartilha, por que consta lá “que alimentos transgênicos não são orgânicos”. A informação da cartilha é correta. Internautas revoltados com o suposto veto à publicação, promoveram sua ampla, geral e irrestrita distribuição virtual. Consumidores conscientes... uní-vos!).
E agora, mãos à obra! Compre um lindo pé de alface orgânico, tomates, e um montão de outros vegetais para sua próxima salada. Ela ficará colorida, deliciosa e incomparavelmente saudável. Convide amigos, namorada/o, marido, mãe e filhos. Você é quem sabe quem merece ser tratado com tanto amor! Um pão integral, ou italiano... queijos, suco de uva orgânica... ou vinho (ninguém é de ferro e há vinhos orgânicos) e voilá... bon apetit! Depois nos conte... e convide!