sábado, 21 de novembro de 2015

Vento, Natal, Papa Francisco

Ventos sinceros disseram que Natal de verdade não tem que ter uma arvore de metal e fios, que promove um banco que deixa de pagar impostos para montar esta estrutura. Ao invés disso, os ventos ouviram as palavras deste sábio que é o mais sábio dos Papas!

Trump, o vômito!

Trump já é um pesadelo mundial, racista, em favor de que todos portem armas, de que os países árabes sejam detonados por bombas, salvando-se seus poços de petróleo...e agora, em nova versão, amigo do neto de Figueiredo, mais conservador e obtuso que seu "esquecido" avô (Figueiredo, que gostava mais de seus cavalos do que de gente, nos relinchos, ou melhor, nas palavras dele, foi o último "troço" militar no poder no Brasil. Fez uma coisa boa, convenhamos, pediu que o esquecêssemos. Taí. Mas precisava deixar este rastro Figa?)
Paulo Figueiredo Filho, neto do último ditador, João Baptista Figueiredo, constrói hotel que levará a marca Trump no Rio
brasil.elpais.com|Por Ediciones El País

Direitos indígenas vilipendiados

A comunidade indígena mixe de Tlahuitolpec, na província de Oaxaca, no México, foi objeto de plágio por parte da designer francesa Isabel Marant, que obteve a patente dos direitos de autor dos ancestrais bordados desse povo originário.

domingo, 15 de novembro de 2015

70


Foi há um tempo, um suspiro atrás, os bons humor e amores, as músicas da rádio FM, o rádio Blaupunkt, a luz azul, as flores descoladas da parede, as promessas rituais a deus nas vésperas de provas e exames, a cama desenrugada, o pijama com flores em versões vermelha e verde, as rusgas inaudíveis e invisíveis com a vizinha do 901, a esbelta e negra Lúcia e os quadrados de chocolate, as papas do caneco de alumínio voando em aviões e risadas, o triciclo verde Hércules com patamares traseiros, os seriados americanos na grade, os Carnavais do clube, o Jornal Nacional, as árvores tombadas, a seiva vermelha, o mendigo galã, o ar grosso, a sinusite diária, a sapatilha, o fusca cor de laranja com talas largas, a cidade sem cor, o elevador esmeralda OZ, os seixos brancos que faltavam na parede do hall, o primeiro e o segundo blocos, as bandas que cantavam em inglês, o plano secreto do elevador, os patins Estrela ajustáveis, do jogo da memória, os truques, a carne moída com arroz na casa de Fatinha, o carrossel e o escorrega na sala da vizinha testemunha de jeová do 602, o Aero Willis  bege com teto de vinil, o  poço artesiano, o aparelho de TV verde portátil, a cadeira de madeira de Itatiba, a mesa que de estudo que baixava, o Tesouro da Juventude na prateleira, a Delta Larousse no quarto ao lado, Viagem no Tempo, 1984, Laranja Mecânica, Arquipélago Gulag, Eram os Deuses Astronautas, Admirável Mundo Novo, O Processo, as baratas, as agendas, a carteira de coro, a avó, o pai e a mãe, os irmãos, os tios e os primos, o amigo do pai, a cadeira preta da Oca coberta por plástico transparente, a mulher argentina de pés e mãos longas e voz fina, o sofá roxo coberto por plástico transparente, o banheiro que nunca funcionou nem ninguém nunca consertou, a antena com Bombril, a faca sem ponta, o cachorro fera, a amiga da mãe, gorda e sábia, a vitrola portátil, o espelho convexo e côncavo, o armário, o sumiço das roupas, a porta do Dodge Dart levada por um carro na noite de Yom Kipur no dia do anúncio pela OPEP do embargo do petróleo, as guerras em Israel, o casaco jeans com pele de carneiro,  a chave do quarto, o buraco da fechadura, o Ovomaltine e a Viagem ao Espaço, os sucrilhos com leite quente (argh!), o Toddy, a mesa oval, o Estadão, as receitas, o Vietnam, os mortos nas esquinas, os espelhos estilhaçados, o fusca baleado, o sobrinho morto, o primo, a Sibéria...foi há um suspiro de tempo atrás.        

Triste

Que triste momento da história, do Brasil. E tudo deve ter uma fonte única, um princípio, um "olho d'água" fundamental. Será a ganância humana, o sentido de superioridade de uns sobre outros, o desprezo de tantos por tudo e todos que estejam no caminho de seu enriquecimento e prazer pessoais? Será a luta de classes o motor de toda desorganização global? Será a falta de educação formal, a pauperização de famílias que não lhes permite educarem seus filhos, ou o enriquecimento nababesco de outras, que deseducam louros rebentos com "consu-mimos" cegantes? Mas de onde vem tudo? De onde vem a irresponsabilidade e canalhice dos donos da Vale e da BHP em deixar o acidente criminoso acontecer e em não dar, após dias do assassinato de pessoas animais e natureza não darem as caras, não acudirem quem necessita? De onde vem o desprezo de todos pela água, elemento vital, indústrias, pessoas comuns e governos? De que lugar provem a inércia de governos que não se movem, que não tentam melhorar o país, que não enxergam que sem solos férteis e saudáveis, sem água limpa, sem matas não podemos viver?

quarta-feira, 1 de abril de 2015

ESTUDO DE CASO DA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA DO CARIRI PARAIBANO



Rio de Janeiro
2015
                         Orientadora: Professora e Doutora Lucia Regina Fernandes


O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.
                         


                                    Cora Coralina


RESUMO

As rendeiras da renomada renda renascença do Cariri Paraibano, a partir do ano 2000 e com o apoio de distintos atores, capacitaram–se em seu ofício e organizaram–se associativamente. Em 2008, agentes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE – de Monteiro, município central desta parte da Paraíba, idealizaram e deram início ao projeto de Indicação Geográfica para a região. A Indicação Geográfica é um sinal distintivo protegido pela Lei da Propriedade Industrial (Lei n° 9279/96), empregado na identificação de produtos e serviços em duas categorias: como Indicação de Procedência, para a produção que possui tradições conexas a fatores humanos, ou como Denominação de Origem, quando suas características estão ligadas a fatores humanos e ambientais, como solo, clima e outros. Em 2013, a Indicação de Procedência “Cariri Paraibano” foi oficialmente reconhecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. Transcorrido um ano, em novembro de 2014, as rendeiras caririenses receberam uma visita técnica que teve como missão diagnosticar os benefícios obtidos e as dificuldades enfrentadas pelo coletivo diante da concessão da Indicação Geográfica. Constatou–se que o referido instituto não havia sido de fato instituído no grupo ou produzido modificações de natureza social ou econômica. As dificuldades expressas pelo coletivo centraram–se na concorrência de rendeiras de uma região externa ao território de sua Indicação Geográfica e na falta de oportunidades para alcançar os mercados consumidores da sua produção. O que se espera é que a instituição de fato da Indicação Geográfica e de seus instrumentos poderá auxiliar o grupo distinguindo seu trabalho da concorrência, indicando a origem precisa deste e valorizando–o no mercado. Ainda, poderá ser instrumental nas ações que se sugere que o grupo empreenda para avançar – no estabelecimento de novas parcerias para a criação de meios de comunicação e de comércio de seus produtos. Algumas destas ações, o grupo tem condições de empreender autonomamente; outras necessitarão do apoio de um projeto de pós–concessão e registro da Indicação Geográfica, ainda não concebido pelas instituições a cargo do instituto no Brasil.          


file:///C:/Users/maysa/Downloads/Estudo%20de%20Caso%20IP%20Cariri%20Paraibano%20.pdf