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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Bicicletada de Ghandi

Há uma semana, o fantástico Leonardo Fuks, os Cyclophônicos e apoiadores fizeram a Bicicletada de Ghandi. Partimos do obelisco em homenagem à República Brasileira, onde, Léo decretou a criação da República das Bicicletas, pedestres, cadeirantes, skatistas, patinadores, e de todos aqueles que se locomovem por seus próprios meio, humanos, e não motores. Partimos então, para a estátua de Ghandi, ao som de 'Oh Abre Alas'...reprimidos, olhavam atônitos. Libertos dançavam ao som que a Bicicletada ia espalhando. Ghandi, em pessoa, pedalou, e espero postar fotos suas em breve. Ele ainda portava um megafone com o qual, durante todo o trajeto, anunciava os direitos dos ciclistas, e o desejo reprimido do povo de ter uma cidade mais humana. Depois em frente ao imponente prédio onde reúnem-se nossos vereadores, marchamos sobre rodas e em círculo por quase uma hora ao som de Ravel, e outros. Um infeliz vereador, vestindo preto, saiu escondido, direto para o estacionamento, sem se dignar a olhar para os ciclo-manifestantes. Apenas mais um covarde, sem criatividade e venal vereador do Rio de Janeiro. Ghandi, oh Ghandi!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Projeto entregue hoje à FETRASPOR - Federação Estadual do Transporte, que abarca todas as linhas e empresas de ônibus do Estado do Rio de Janeiro.

O projeto abaixo visou estabelecer um diálogo com as empresas de ônibus e melhorar a relação entre elas e os usuários de bicicletas - uma tribo crescente. 

Fomos Lucimara Correa e eu, e nos reunimos com Márcia Vaz.


Rio de Janeiro, janeiro de 2012

INTRODUÇÃO

É com grande alegria e esperança que se dá este encontro entre Fetranspor e representantes da sociedade civil que buscam um melhor relacionamento entre Ônibus e Bicicletas no Estado do Rio de Janeiro. Há muito a ser feito para tornar Ônibus e Bicicletas “amigos” e parceiros por uma cidade mais sustentável.
Todas as grandes e médias cidades, no Brasil e no mundo, estão buscando alternativas para os automóveis. Ônibus e Bicicletas estão dentre as  modalidades de transporte mais importantes. Unindo esforços, todos sairemos ganhando!


PROPOSTAS

1   -Adesivos Educativos
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro...
Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Art. 201. (os motoristas devem... )guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta.

Propormos que adesivos (ver abaixo) sejam colocados nas traseiras dos ônibus (40cm x 40 cm.), e no painel frontal do veículo (20cm. X 20 cm.), no alto, à vista do motorista e dos passageiros.



2   - Programa Educativo
Propomos um programa educativo regular com equipes de motoristas, instrutores e empresários do ramo de transporte.
Nossa intenção é familiarizar os agentes do transporte público com a presença crescente de bicicletas, utilizadas como meio de transporte. A tônica do programa será o RESPEITO MÚTUO.

O treinamento se dará por meio de cursos, palestras de visitantes, vivências – motoristas de ônibus colocados na situação de ciclistas e vice-versa – filmes, e outros.

3   - “Racks” para bicicletas
Instalação de “racks”, carregadores de bicicletas, na parte frontal dos ônibus.

A sugestão é para veículos que percorrem vias expressas na cidade do Rio de Janeiro e arredores, a Linha Vermelha, Linha Amarela, Avenida Brasil, ligação Barra – Leblon, etc., promovendo assim a integração das modalidades de transporte.

CONCLUSÃO

Esperamos que este nosso primeiro encontro gere bons frutos e desdobre-se em ações conjuntas num futuro muito próximo.
Queremos contar com a valiosa amizade da Fetranspor, e de suas associadas, nesta iniciativa pioneira, inspirada no desejo de um futuro melhor na Cidade e no Estado do Rio de Janeiro.
São inúmeros indivíduos e grupos organizados de usuários de bicicletas no Rio de Janeiro  – pessoas que utilizam bicicletas como meio de transporte – aqui contemplados.
Lembramos que o prefeito Eduardo Paes, declarou o “Rio de Janeiro, a Capital da Bicicleta”. A declaração está no sítio de internet da Prefeitura e expressa sua visão de futuro. E o Governo Federal, no âmbito do Ministério das Cidades, possui o programa Bicicletas-Brasil.
Não há disputa entre ônibus e bicicletas.  Deve, porém, haver PARCERIAS e todo o RESPEITO. Ganharemos muito!

Maysa Blay
Lucimara Correa



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Bicicleta, uma paixão secreta...

Desenho de Milla Scamignon

Bicicloteca, Biblioteca sobre bicicleta...em São Paulo

1,50 m de distância entre carros e bicicletas, pelo Código de Trânsito Nacional

Contagem de bicicletas no dia 5/10/11, em Laranjeiras: 978 bicicletas em um dia, num ponto!

Cyclophônica: orquestra de câmara sobre duas rodas. O charme!

Lindinho de morrer!

sábado, 16 de julho de 2011

De bicicleta ao centro do Rio


Venho para o trabalho de bicicleta, da seguinte maneira:

1) Saio de Laranjeiras e chego no Aterro. Quando chego no Aeroporto Santos Dumont, desço da bicicleta para atravessar (e não é fácil por que os carros vem em grande número e em curva). Passo para a Praça em frente ao Aeroporto. Eu a atravesso de bicicleta. Do outro lado, atravesso à pé na faixa (inútil), que ninguém respeita ou pára. Desço da praça andando, pois não há rebaixamento (sempre imagino meus amigos cadeirantes!) e o meio fio deve ter ums 40 cm. Rebaixamentos e recuperação de calçadas, e sinaleiros com botões são baratos para a "sensível" Prefeitura do Rio. São medidas simples e democráticas.

2) Do outro lado da Praça do Aeroporto, em frente à entrada de carros da Aeronáutica, há rebaixamento, e sigo então pela calçada. Ando na calçada quando os lugares são perigosos- respeito os pedestres, dando-lhes preferência. A calçada que margeia o muro da Aeronáutica é bastante vazia e arrumadinha - mostra respeito ao pedestre ou cadeirante! Este é um lugar onde acho que poderia haver uma ciclofaixa compartilhada, estreita pintada.

3) Seguindo: acaba a área da Aeronáutica, e aí as calçadas e os rebaixamentos falham muito. Lembro-me de novo de meus amigos cadeirantes, pobres! Tudo isto pode melhorar. Chego a uma calçada , ao lado do mergulhão, que tem grade. Ali, com um pouco de boa vontade, a calçada pode ser corrigida, alargada e receber os devidos rebaixamentos.

4) Bem, chego à Praça Quinze. Uma zona. Não é difícil, porém, mesmo na zona circular ali de bicicleta. Uma ciclofaixa, pintada no chão, com uma marcação para cegos, disciplinaria bicicletas em baixa velocidade e pedestres.

5) Passo a Praça Quinze. Chego ali no seu extremo, em direção àquelas ruazinhas antigas que levam ao CCBB. Faltam "n" rebaixamentos (...cadeirantes...). Os meio fios são altíssimos.

6) Circulo pelas ruazinhas. Agumas tem o chão liso. Um toque aqui, outro ali, e o lugar se torna maravilhoso. Chego ao CCBB. Atravesso a Rua 1º de Março. Ali em frente ao CCBB, acho que poderia ter uma faixa de baixa velocidade talvez na calçada.

7) E agora vem o ponto "X" do trajeto que é um proposta(eu não o faço porque meu trabalho já é por aí). Existe a Rua Visconde de Inháuma/Marechal Floriano, que segue até a Central. Ela é larga e tem três faixas de cada lado (carros estacionam em ambos os lados e, às vezes, em fila dupla). Ela corre paralela à Av. Presidente Vargas. Uma ciclovia ali pode chegar à Central!!! EUREKA!

8) E seguindo na proposta, ligo a Central à empresa concessionária dos trens urbanos do Rio, a Supervia, "conhecida" por ser "flexível, simpática e ecofriendly"...(kkkkks). Ela certamente ficará encantada com a idéia de uma ciclovia que sai do Leblon e chega à Central. "Este é o espírito do Rio + 20!", bradará!! É tudo o que espera para se mostrar uma empresa não apenas oportunista (Oportrans é seu nome comercial), mas outrossim ligada no seu tempo e público! Seguramente, e sem resistência, colocará, um pedacinho do último vagão de cada trem reservado para bicicletas, e, assim, os ciclistas que vem da Zona Norte, trabalhar ou estudar no Centro ou Zona Sul, podem transportar suas bicis no trem, e desembarcar em segurança para pedalar o resto de seu trajeto. Isto, é claro, antes de se criarem ciclovias seguras e conectadas em toda a Zona Norte, afinal nossa prefeitura é tão "sensível e democrática" (kkkkks)....