segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Digam que tudo é bobagem.....

... que não adianta. Que tudo não passa de uma palhaçada! Mas, insistiremos, vários de nós, em aderir e criar mais ondas “sócio ambientais” dentro do INPI. Um coleta e disponibiliza livros a todos. Outros o fazem com revistas. Alguns as pegam e lêem. Outras recolhem pilhas e baterias para descarte adequado. Uns reúnem roupas, livros e brinquedos. Outros ainda disponibilizam as coisas boas que já não lhes servem para que outros mais, que delas precisem, as peguem para si (podem ser barbeadores elétricos, cabos de computador, LPs, bonés, bolas, etc). Mais ainda, muitos doam seu sangue quando o INCA nos solicita, ou quando algum parente em nossa comunidade precisa. E há quem receba um montão de papel usado (e descartamos muito papel!) e o transforme em úteis bloquinhos, distribuídos a todos. Complicado, não? Não. Simples. Leva apenas uma dose de solidariedade.

Prontos, com este nosso exercício espontâneo, aguardarmos agora as novidades no INPI para a A3P - Agenda Ambiental da Administração Pública. Se você quiser saber mais sobre ela, acesse o site do MMA – Ministério do Meio Ambiente: www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=36

E se você tiver uma nova idéia neste sentido, ou quiser saber mais sobre livros ou revistas para doação no INPI, sobre descarte de pilhas ou reutilização de papel, sobre barbeadores, bolas e bonés, ou sobre qualquer tema aqui abordado, escreva para o Caderno INPI ou para mim.

Ecoabraços!

sábado, 16 de outubro de 2010

DESVENTURAS DE UM DENDRÓLATRA

Rubem Fonseca em 12/01/2007.


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DESVENTURAS DE UM DENDRÓLATRA

Indignado com o descaso da Fundação de Parques e Jardins com as mudas que planta, Rubem Fonseca narra seu périplo para salvar uma árvore na praça Antero de Quental.





É possível existir alguém que não goste de árvore? Não falo do sujeito, índio ou não, que faz a queimada para plantar mandioca, soja, cana-de-açúcar ou lá o que for. Esse vai direto para o inferno, mesmo jurando para São Pedro que fazia isso para conseguir o leite das crianças. Falo das pessoas que me cercam, que vivem na minha cidade e não têm qualquer razão para destruir, desprezar, ou até mesmo ignorar a existência das árvores.



O poeta polonês Czeslaw Milosz tem um poema denominado "Anelo" (ou "Desejo Ardente") que diz "Não quero ser um deus ou um herói, apenas tornar-me uma árvore, crescer um longo tempo, e não ferir ninguém".



São assim as árvores. Não ferem ninguém, e ainda dão sombra e frutos. Os druidas acreditavam que quando nos aproximávamos de uma árvore, nos acercávamos de um ser sagrado que nos podia ensinar sobre o amor e nos dar conhecimento e sabedoria. O termo druida tem origem céltica e acredita-se que seja um cognato da palavra grega drus que significa carvalho, essa árvore de grande porte.



Nosso nome, brasileiro, é proveniente de uma árvore de cerne vermelho, manchado de escuro, o pau-brasil, de onde veio o nome do nosso país. Somos, assim, parecidos com os druidas, eles se relacionam com o carvalho, nós com o pau-brasil. Apenas não acreditamos, como eles, que as árvores possam nos transmitir conhecimento ou sabedoria.



Moro numa praça onde periodicamente a Fundação de Parques e Jardins planta algumas árvores, de maneira tão precária, que morrem em pouco tempo. São sustentadas por pedaços finos de bambu, que mal se mantêm em pé e não têm nenhuma proteção de metal em torno. Da última vez, plantaram oito árvores dessa maneira tosca e apenas uma sobreviveu, um ipê, que cresceu não obstante alguns mendigos bêbados, malucos ou vândalos cretinos, quebrassem constantemente os seus galhos.



Notando que ela não resistiria por muito tempo, pois a sua raiz não estava muito firme, telefonei para Parques e Jardins. Dei o meu nome e endereço e falei da situação periclitante daquela árvore, expliquei que ela necessitava de uma proteção de metal, como as que existem na praça Nossa Senhora da Paz. Eles prometeram uma providência. Um mês depois, como nada tivesse ocorrido, liguei novamente e disse que estava disposto a pagar pela proteção de metal. Aquilo deixou a pessoa que me atendeu meio perturbada, pediu para eu esperar na linha pois ia consultar alguém. Quando voltou disse que eles mesmos providenciariam a proteção.



Mas nada fizeram. Toda noite, munido de várias garrafas grandes de plástico cheias de água eu ia regar o ipê, Mas a sua raiz continuava bamba. Decidi solicitar o auxílio da BodyTech, uma academia de ginástica, que anunciava, com cartazes, que estava tomando conta da praça. Consegui que uma petição, assinada por vários sócios, fosse enviada à direção da academia solicitando providências em relação àquela árvore. Aconteceu alguma coisa? Nada. Aqueles cartazes da academia eram apenas propaganda.



Então decidi contratar uma pessoa para tomar conta da árvore. Esse indivíduo colocou vários quilos de terra adubada na raiz da árvore, improvisou uma proteção de madeira em torno do seu caule e borrifa, periodicamente, líquidos protetores em suas folhas.



Mas a raiz da árvore continua bamba. Acho que ela, como dezenas de outras plantadas na praça, também vai morrer. Sei que existe quem diga que é uma coisa idiota fazer esse estardalhaço por causa de uma árvore. É devido a esse tipo de pensamento que uma, duas, três, milhões de árvores são incessantemente destruídas em nosso país. E isso me preocupa, quer seja um milhão de árvores, quer seja apenas uma. Sou um dendrólatra incorrigível.



Não posso deixar de citar trecho de um poema de Joyce Kilmer: "I think that I shall never see a poem lovely as a tree. [...] Poems are made by fools like me, but only God can make a tree."



Esqueci de dizer que essa praça fica no Leblon, um bairro que teoricamente teria um tratamento privilegiado. Se for o caso, fico imaginando o horror que ocorre nas outras praças da cidade.



E o nome da praça é Antero de Quental, um poeta português que gostava de árvores.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Adobe Flash Player 9

Rio de Janeiro, 23/09/2010

Prezado Mauro (Santayana),

Leitora frequente de suas colunas, e admiradora delas, tenho algo a dizer-lhe.

Com a recente transformação do JB para o formato estritamente digital, algo está estranho.

Além do formato, agora digitamente confortável - admito -, há algo "enjanelado". Não é mais possível 'copiar e colar' os textos.

Esta ferramenta, tão maldita, horror dos privatizadores de idéias e "pouca coisa", é, na minha opinião, a grande, a maior revolução que a informática produziu. Não porque tira os direitos do autor, mas porque permite que se espalhe informação. Esta é uma de suas mais brilhantes funções. Control C, Control V. Enviar....

Assim fiz, confesso, com muitos textos seus. Lia, concordava visceralemente - pois você tantas vezes traduz meus sentimentos ainda inominados! - copiava, colava e enviava a muitos amigos. Isso suscitou grande discussões e trouxe (e avise isto ai no JB!) muitos leitores ao JB.

Creio que na época que o JB tinha suas duas versões, meus amigos o acessaram virtualmente, como consequência dos meus envios. Mas agora, que o jornal é estritamente eletrônico, porque não trazer mais leitores? Cobrem, cadastrem, mas deixem as informações fluir e os leitores irem e virem.

Esta ferramenta do "Adobe", que apresenta o JB no seu novo formato, é totalmente amarrada. Não se copia, não se destaca, é irritantemente limitadora. É filhote destas iniciativas mefistotélicas de um mundo que privatiza genes, sementes, conhecimentos tradicionais, e tudo "under the sun", triste lema patentário americano (aquele que imiscuiu intelecto com o comércio, através do TRIPS).

Voltando ao JB e você, é triste lê-lo, como hoje, e não poder enviar este seu texto aos meus contatos. Para, lá pelas 11, começar a receber comentários, elogios, discordâncias e outras reações 'acordadoras'.

Além do mais. Não se pode escrever ao JB. Onde está o contato, o 'fale conosco'? O clique aqui e enivie? Cadê? Diga a todos aí que esse formato caixinha fechada é estranho ao próprio mundo virtual.

Limpo, mas estéril, este é o Adobe Flash Player 9.

Abraços.

Maysa Blay

sexta-feira, 11 de junho de 2010

METAS AMBIENTAIS

Para quem é jovem, ou assim se sente; para quem está vivo, ou assim deseja estar; para que ama alguém, e é amado, por este mesmo alguém , ou por outro...para quem compartilha o mundo...há que se reconhecer a grave situação do Planeta, e adotar novos princípios, que preservem ambiente e homem, animais e plantas, ar, água dos rios e mananciais, mar...e buscar, de preferência junto com outros, formas de traduzir os princípios em metas práticas e ações.

Princípios principais:

1) Repensar e reciclar, sempre, os valores de nossa vida individual e comunitária.

2) Reavaliar modernos hábitos de consumo, de forma a buscar consumir o que nos for necessário, sem desperdícios e exageros; avaliar, sob a ótica socioambiental e ética o engajamento, sem reflexão, aos modismos imperativos de nossa era; valorizar o consumo de produtos sustentáveis, isto é, aqueles que em sua produção consideram prioritárias as relações harmoniosas de trabalho, com o entorno social e com o meio ambiente.

3) Trazer para a vida da comunidade ferramentas para a economia de água, energia e materiais. Buscar alternativas sustentáveis para suprir a necessidade destes parâmetros.

4) Engajar-se em movimentos que busquem defender o ambiente e as pessoas que nele habitam. Criar movimentos que busquem melhorias socioambientais, e, usando os inúmeros meios de comunicação existentes, dar máxima publicidade a estas iniciativas.

5) Estar atento ao espaço que imediatamente nos rodeia, para torná-lo através de ações, mais harmonioso e sustentável, para todos. Não esquecer, porém, jamais, que somos parte de um todo, e como tal, nossas pequenas ou grandes ações tem um importante papel na educação de todos e na preservação da vida.

6) Procurar por em prática os princípios dos Três Rs para o lixo: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Ser inventivo e pró-ativo no desenvolvimento de meios para que estes princípios sejam postos em prática.

7) Plantar árvores, sempre, muitas e adequadas ao meio; aguá-las e respeitá-las; esperar, com amor, que cresçam, e dêem sombra, frutos e futuros, para todos.

8) Viver mais, com menos. Atentar mais para o “ser”, e menos para o “ter”.


Orgânicos X Transgênicos: o embate moral!

A agricultura orgânica, com seu crescente desenvolvimento e procura, é ameaçadora, como ideia (ainda que hoje tenha uma baixa produção) para os que investem e nos empurram a tecnologia da transgenia.

A agricultura orgânica é a única grande novidade agrícola em muitos séculos. Um novo-velho modelo de plantar. O incremento no interesse por estes produtos na Europa, América do Norte e mesmo no Brasil, é uma marola que incomoda a onda transgênica, com seu controle sobre o agricultor. Quem poderá extrair royalties sobre uma semente natural, surgida numa horta orgânica?



Acessando o periódico argentino (sensacional!) Página 12, e fazendo uma busca por termos como 'roundup' e 'Monsanto', você chegará a matérias que contam como a aspersão do Roudup, por aviões, tem afetado a vida dos agricultores argentinos. Nos dias que o avião passa, todos passam mal, com vómitos e ardor nos olhos, etc. Tudo o que não é transgênico. (como mostra - em parte - seu programa ) morre: a lavoura do pequeno agricultor, as ervas, as árvores e as flores. E os índices de ocorrência de câncer nas populações "aspergidas" tem aumentado exponencialmente, principalmente entre crianças.


Ao que me parece,portanto, a questão ambiental da transgenia é muito séria. A de saúde, pela ingestão deste alimentos, é ainda muito nebulosa.

Já, a questão moral, da cobrança de royalties, do controle da produção de alimentos no mundo, é mefistotélica. Assustadora! (ainda mais vindo de uma empresa que absorveu os químicos alemães da IgFarben- Ziklon e produziu o Agente Laranja, que dispensa nossos tristes comentários...).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O que você come afeta o planeta 2

Verduras e frutas convencionais, não orgânicas, não são, infelizmente, de todo boas para a saúde - para não dizer que são venenosas. E são horrendas para solo, água e biodiversidade. Você se importa? Sei, com certeza absoluta, que me dirá que passar fome dói. Dói muito. Mata. Mas comer comida envenenada não pode ser um projeto do bem intencionado Fome-Zero. Todos temos que nos empenhar em desenvenenar o Brasil, e o mundo.

Infelizmente, não dá mais para negar que a sopinha do bebê está contaminada. E o leite que sua mãe lhe dá, com amor, lamento, também. Os alimentos não orgânicos, contêm quantidades perigosas de substâncias químicas prejudiciais à saúde. E elas são tantas, e tão nocivas, que será enfadonho listá-las. Mas, deixe-me citar apenas algumas. Seus nomes, só de se enunciar, fazem uma corrente fria percorrer a medula. São alguns deles o acefato, endossulfam, tamaron, gramoxone, paraquat, mancozeb, monocroftos, folidol, malation, decis, etc. Conte-me do pavor que seus nomes duros provocam em você! Só não posso acreditar que não se fale mais, muito mais deles.

É preciso alimentar a todos, mas não se pode negar a verdade. Quem pode pagar, então, que passe a comprar produtos orgânicos, um ou dois, se for possível, ou muitos, ... mas que o faça, já, para que logo, num futuro bem próximo, os alimentos verdadeiramente saudáveis passem a estar em mais mesas de brasileiros e no mundo todo.

Depende de nós consumí-los, em pequena ou grande escala, para que aumente a produção, a concorrência e para que os preços caiam. Mais do que um prazer ou um privilégio, o consumo de orgânicos por parte de quem sabe o seu significado para a saúde humana a do ambiente, é uma obrigação, um ato de altruísmo.

Pense nisso, na sua próxima compra.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que você come afeta o planeta - 1


O que você escolhe para comer tem uma relação direta com o estado do planeta.


CARNE

Quando você come carne vermelha, no Brasil, há uma grande chance de que esta carne venha de uma região de desmatamento. É difícil saber.

O Greenpeace, em seu site, e depois de um extenso estudo sobre as origens do desmatamento na Amazônia, alerta-nos para que verifiquemos de onde vem a carne que compramos. Esta não é uma tarefa para qualquer um. Experimente ir ao supermercado, ou a um açougue, e perguntar quem lhes fornece carne? Será que obteremos uma resposta? Será que poderemos perseguir o frigorífico que nos indicarem e saber se realmente ocupa área de desmatamento?

Há outras questões críticas com relação à carne que consumimos. No território nacionla, há milhares de fazendas que utilizam mão de obra escrava. Como saber se a carne que comemos não vem de um deste locais?

Do ponto de vista da saúde, ingerir carne não pode ser bom. O gado confinado movimenta-se um mínimo. Desta forma, engorda e sua carne não se converte em músculo. Além disso, o confinamento gera um ambiente onde microorganismos patogênicos proliferam com extrema facilidadade. Animais são tratados PREVENTIVAMENTE com antibióticos. Quem ingere esta carne, ingere os indesejáveis medicamentos nela embrenhados.

Pensando no sonho de uma distribuição equitativa de alimentos no planeta, surge a questão que relaciona grão a carne: a quantidade de carne que serve para alimentar uma pessoa, se transformada de volta nos grãos que alimentaram o animal do qual provem a carne, alimentaria quatro vezes mais pessoas.

Por fim, está a triste e desumana maneira como o gado é hoje criado. Tratado como mera mercadoria, o animal imprime em seus músculos e vísceras, na forma de hormônios, a amargura de seu viver, o desespero de ver seus filhos partirem, arrancados, para transformarem-se em 'baby-beef' e o horror de percorrer o corredor da morte ouvindo os urros do animal à frente sendo morto.

Recomendo os filmes: "A Carne é Fraca", "Fast Food Nation", "The Corporation" e "Food inc."