sexta-feira, 11 de junho de 2010

Orgânicos X Transgênicos: o embate moral!

A agricultura orgânica, com seu crescente desenvolvimento e procura, é ameaçadora, como ideia (ainda que hoje tenha uma baixa produção) para os que investem e nos empurram a tecnologia da transgenia.

A agricultura orgânica é a única grande novidade agrícola em muitos séculos. Um novo-velho modelo de plantar. O incremento no interesse por estes produtos na Europa, América do Norte e mesmo no Brasil, é uma marola que incomoda a onda transgênica, com seu controle sobre o agricultor. Quem poderá extrair royalties sobre uma semente natural, surgida numa horta orgânica?



Acessando o periódico argentino (sensacional!) Página 12, e fazendo uma busca por termos como 'roundup' e 'Monsanto', você chegará a matérias que contam como a aspersão do Roudup, por aviões, tem afetado a vida dos agricultores argentinos. Nos dias que o avião passa, todos passam mal, com vómitos e ardor nos olhos, etc. Tudo o que não é transgênico. (como mostra - em parte - seu programa ) morre: a lavoura do pequeno agricultor, as ervas, as árvores e as flores. E os índices de ocorrência de câncer nas populações "aspergidas" tem aumentado exponencialmente, principalmente entre crianças.


Ao que me parece,portanto, a questão ambiental da transgenia é muito séria. A de saúde, pela ingestão deste alimentos, é ainda muito nebulosa.

Já, a questão moral, da cobrança de royalties, do controle da produção de alimentos no mundo, é mefistotélica. Assustadora! (ainda mais vindo de uma empresa que absorveu os químicos alemães da IgFarben- Ziklon e produziu o Agente Laranja, que dispensa nossos tristes comentários...).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O que você come afeta o planeta 2

Verduras e frutas convencionais, não orgânicas, não são, infelizmente, de todo boas para a saúde - para não dizer que são venenosas. E são horrendas para solo, água e biodiversidade. Você se importa? Sei, com certeza absoluta, que me dirá que passar fome dói. Dói muito. Mata. Mas comer comida envenenada não pode ser um projeto do bem intencionado Fome-Zero. Todos temos que nos empenhar em desenvenenar o Brasil, e o mundo.

Infelizmente, não dá mais para negar que a sopinha do bebê está contaminada. E o leite que sua mãe lhe dá, com amor, lamento, também. Os alimentos não orgânicos, contêm quantidades perigosas de substâncias químicas prejudiciais à saúde. E elas são tantas, e tão nocivas, que será enfadonho listá-las. Mas, deixe-me citar apenas algumas. Seus nomes, só de se enunciar, fazem uma corrente fria percorrer a medula. São alguns deles o acefato, endossulfam, tamaron, gramoxone, paraquat, mancozeb, monocroftos, folidol, malation, decis, etc. Conte-me do pavor que seus nomes duros provocam em você! Só não posso acreditar que não se fale mais, muito mais deles.

É preciso alimentar a todos, mas não se pode negar a verdade. Quem pode pagar, então, que passe a comprar produtos orgânicos, um ou dois, se for possível, ou muitos, ... mas que o faça, já, para que logo, num futuro bem próximo, os alimentos verdadeiramente saudáveis passem a estar em mais mesas de brasileiros e no mundo todo.

Depende de nós consumí-los, em pequena ou grande escala, para que aumente a produção, a concorrência e para que os preços caiam. Mais do que um prazer ou um privilégio, o consumo de orgânicos por parte de quem sabe o seu significado para a saúde humana a do ambiente, é uma obrigação, um ato de altruísmo.

Pense nisso, na sua próxima compra.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que você come afeta o planeta - 1


O que você escolhe para comer tem uma relação direta com o estado do planeta.


CARNE

Quando você come carne vermelha, no Brasil, há uma grande chance de que esta carne venha de uma região de desmatamento. É difícil saber.

O Greenpeace, em seu site, e depois de um extenso estudo sobre as origens do desmatamento na Amazônia, alerta-nos para que verifiquemos de onde vem a carne que compramos. Esta não é uma tarefa para qualquer um. Experimente ir ao supermercado, ou a um açougue, e perguntar quem lhes fornece carne? Será que obteremos uma resposta? Será que poderemos perseguir o frigorífico que nos indicarem e saber se realmente ocupa área de desmatamento?

Há outras questões críticas com relação à carne que consumimos. No território nacionla, há milhares de fazendas que utilizam mão de obra escrava. Como saber se a carne que comemos não vem de um deste locais?

Do ponto de vista da saúde, ingerir carne não pode ser bom. O gado confinado movimenta-se um mínimo. Desta forma, engorda e sua carne não se converte em músculo. Além disso, o confinamento gera um ambiente onde microorganismos patogênicos proliferam com extrema facilidadade. Animais são tratados PREVENTIVAMENTE com antibióticos. Quem ingere esta carne, ingere os indesejáveis medicamentos nela embrenhados.

Pensando no sonho de uma distribuição equitativa de alimentos no planeta, surge a questão que relaciona grão a carne: a quantidade de carne que serve para alimentar uma pessoa, se transformada de volta nos grãos que alimentaram o animal do qual provem a carne, alimentaria quatro vezes mais pessoas.

Por fim, está a triste e desumana maneira como o gado é hoje criado. Tratado como mera mercadoria, o animal imprime em seus músculos e vísceras, na forma de hormônios, a amargura de seu viver, o desespero de ver seus filhos partirem, arrancados, para transformarem-se em 'baby-beef' e o horror de percorrer o corredor da morte ouvindo os urros do animal à frente sendo morto.

Recomendo os filmes: "A Carne é Fraca", "Fast Food Nation", "The Corporation" e "Food inc."

domingo, 7 de março de 2010

Uma salada bem orgânica!


Que tal se sua próxima salada for feita com produtos orgânicos? Será uma sábia escolha!

Alimentos orgânicos são os que, em seu cultivo, dispensam herbicidas e pesticidas sintéticos. São manejados por técnicas agroecológicas que não os contaminam e não agridem o trabalhador, animais, matas, solo, água e ar.

Ao consumir orgânicos, você recebe somente os benefícios do alimento. Seu sabor é também nitidamente melhor. Alimentando-se deles, não se ingere a química indesejável dos agrotóxicos, que se acumula no organismo, e é responsável por distúrbios neurológicos, hormonais e câncer. Ademais, e é bom saber, a agricultura orgânica caminha de mãos dadas com as boas e justas relações sociais e culturais. Tudo de bom!

Mas, estes alimentos são mais caros que os convencionais. Para muitos a conversa parará aí. Se você for uma destas pessoas, não pare! Prossiga na leitura e saiba por que os orgânicos são mais caros e, depois, saiba o que podemos fazer a respeito.

Por que os orgânicos são mais caros

Dois fatores explicam a diferença de preços com os produtos convencionais: a pequena produção dos orgânicos e o custo ambiental não computado nos alimentos convencionais. Demonstro:

1) Primeiro, surge a clássica equação “maior o preço, menor o consumo”. Menor consumo, menor produção e preços mais altos. E o círculo vicioso faz sua volta.

Os produtos convencionais, por sua vez, tem grande produção e concorrência, pois são eles que o consumidor que só vê preço leva, e isto faz com que seu custo diminua.

2) A segunda questão é a do ‘custo ambiental’. O preço dos hortifrutigranjeiros convencionais não inclui a remediação dos danos ambiente e à saúde provocados por técnicas agropastoris agressivas. A quem são repassados os custos de recuperar solos e água contaminados? O custo do desmatamento irresponsável? Quem paga a cura do trabalhador contaminado?

Contrariamente, os produtores de orgânicos, com seus cuidados com o ambiente e a saúde, reduzem estes custos quase a zero. “Não privatizam ganhos e socializam prejuízos”.

A lei ambiental expressa no Art. 225 da Constituição Federal estabelece o princípio do “poluidor-pagador” (no site Jus Navigandi, pode-se aprender mais sobre o assunto http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=1694). A sociedade ainda esboça sua aplicação. Quando este princípio valer, os preços dos alimentos convencionais subirão muito. Por hora, porém, o descaso com o ambiente e com as pessoas não pesa no bolso do produtor. Quem paga a conta somos nós, com a nossa saúde, e a sociedade, com as consequências ambientais dos maus procedimentos agrícolas. Você se importa com isto?

O que podemos fazer para baratear os alimentos orgânicos?

Como consumidores, temos o grande poder de consumir ou o de deixar de consumir, ambos com consciência. E este poder não é pouco!

Como não há dúvidas quanto à qualidade muitíssimo superior dos orgânicos, resta que façamos nossa parte para barateá-los e para generalizar seu consumo, estendendo-o à população geral. Mas como? Pagando mais?

Pensemos juntos: se, ao fazermos compras no mercado ou na feira, levarmos um ou dois produtos orgânicos, e se muitos de nós fizermos isto (espalhe a idéia!), ajudaremos a romper o círculo vicioso do preço alto/ baixo consumo. Consumindo mais produtos orgânicos, a produção aumentará. Novos produtores surgirão, provocando maior concorrência. Isto forçará os preços para baixo. Então, porque não comprá-los?

Onde comprar e como saber se produtos são realmente orgânicos?

Nos grandes supermercados, eles vem em embalagens que os isolam (o que os identifica, com a desvantagem de gerar muito lixo em forma de bandejas de isopor, filme plástico e outros materiais não recicláveis) e apresentam rotulagem específica - selos de certificação. No Brasil, os certificadores de orgânicos credenciados pelo Ministério da Agricultura são, entre outros, Abio, IBD, ECOCERT, ACS Amazônia (ver http://www.planetaorganico.com.br/qcertif.htm).

Além disso, no site http://www.prefiraorganicos.com.br/oquesao.aspx , do Ministério da Agricultura, você se informa sobre onde comprar orgânicos fora dos supermercados. Em feirinhas, espalhadas pelo Brasil, que acontecem em certos dias. Veja no site. São produtos não rotulados, mas atestados pelo Ministério. Se você for, por exemplo, à feira de orgânicos da Glória, aos sábados de manhã, comprará produtos livres de sacos plásticos (ufa!) - mas leve sacola.

No caso do Rio, por exemplo, o http://www.prefiraorganicos.com.br/ indica: Feira Orgânica da Glória (Praça do Russel, sábado das 7 às 13), Feirinha da PUC (quintas de manhã), Feira da Barra da Tijuca (Sinagoga Newton Bonder, terças pela manhã), Feira Org. de Campo Grande (Rua Marechal Dantas 95, sábados das 7 às 13), Feira de Nova Iguaçu (Praça Rui Barbosa, quartas 8 às 18), Feira do Campo de São Bento – Icaraí (Quintas 7 às 13), Feira do Horto – Fonseca (Al. S. Boaventura 770, terças 7 às 13), etc. No site, há mais informações.


Para saber mais sobre as técnicas de produção e sobre a certificação dos produtos orgânicos, leia a excelente cartilha do Ministério da Agricultura, ilustrada por Ziraldo, no site. http://www.escoladegoverno.org.br/images/docs/cartilha_produtos_organicos.pdf . (Circulou, recentemente, na Internet, a informação de que a “transgênica” Monsanto havia acionado o Ministério e impedido a distribuição da cartilha, por que consta lá “que alimentos transgênicos não são orgânicos”. A informação da cartilha é correta. Internautas revoltados com o suposto veto à publicação, promoveram sua ampla, geral e irrestrita distribuição virtual. Consumidores conscientes... uní-vos!).

E agora, mãos à obra! Compre um lindo pé de alface orgânico, tomates, e um montão de outros vegetais para sua próxima salada. Ela ficará colorida, deliciosa e incomparavelmente saudável. Convide amigos, namorada/o, marido, mãe e filhos. Você é quem sabe quem merece ser tratado com tanto amor! Um pão integral, ou italiano... queijos, suco de uva orgânica... ou vinho (ninguém é de ferro e há vinhos orgânicos) e voilá... bon apetit! Depois nos conte... e convide!

domingo, 8 de novembro de 2009

Pilhas, baterias e celulares fora de uso...


Pilhas, baterias e celulares fora de uso devem ser descartados corretamente: 'devolvidos' aos locais onde foram adquiridos ( tenho dúvida quanto à seriedade dos comerciantes brasileiros neste quesito...) ou para locais específicos que os recebam.

No Rio há ainda umas poucas latas verdes para descarte deste tipo de material. Verdade é que também não são confiáveis. A Comlurb informou, há alguns anos, que as descontinuariam, 'porque não estavam dando certo'. A verdade é que falta educação!

Mas, neste ínterim o Banco Real tem o simpático "PAPA PILHAS". Basta acumular pilhas, baterias e celulares e encaminhá-los para lá.

Antes de adotar esta medida, pesquisei o site do Banco Real e constatei que os materiais são recolhidos pela SUZAQUIM, http://www.suzaquim.com.br/abertura.htm . O site desa empresa informa que resíduos industriais, pilhas, baterias e resíduos tecnológicos são por eles reprocessados e destinados à produção de óxidos e sais metálicos para a indústria química. O restante dos materiais, não reutilizáveis, são encaminhados a aterros industriais, onde são 'guardados' até que o dia em que se descubra o que fazer com eles...!

Conclusão:

a) Se você tem pilhas, baterias e celulares para descartar, deve levá-los a um PAPA-PILHAS do Banco Real (veja o site do banco, pois não são todas as agências que os recolhem).

Só não descarte pilhas, baterias e celulares velhos como lixo comum! Estes materiais contém substâncias extremamente tóxicas, como mercúrio, chumbo, cobre, zinco, cádmio, manganês, níquel e lítio (os que apresentam maior risco à saúde são o chumbo, o mercúrio e o cádmio). Quando descartados no ambiente, como em lixões, os metais pesados vazam para o solo e lençol freático (águas subterrâneas).

b) Se puder, evite o uso de pilhas e baterias! Por exemplo, evite dar às crianças brinquedos que levem pilhas. Estou segura que a educação dos 'miúdos' não será prejudicada...muito pelo contrário! Usar pilhas recarregáveis, obviamente, diminui um pouco o problema (mas há controvérsias, veja http://www.ambientebrasil.com.br/ ).

Evite também jogar no lixo celulares velhos. Doe-os, ou contenha o ímpeto de adquirir sempre o modelo da moda. A indústria estará sempre criando novidades, pois é disso que vive. Mas, podemos repensar nossas manias: a de se deixar seduzir pelas novidades e a de descartar, sem consciência, montanhas crescentes de lixo diário.

Aguardo 'pilhas' de comentários! E uma 'bateria' de ações ....

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Kadish por meu pai






Ele estava doente há três anos. Foi triste vê-lo neste processo de degeneração. Além disso, ele há muito dizia que não queria partir e deixar minha mãe. Ele esperou que ela fosse. Ela se foi em junho, depois de um longuérrimo Alzheimer. Ninguém merece. Garanto a você. 
Doença cã.

Mesmo com eles doentes há muito, perdê-los, mesmo na idade em que estou, parece com perder seu guarda chuva em meio ao temporal. Parece que o telhado da casa voou num vendaval. Algo assim.

Parece que depois de perder ambos, caminho pelas ruas de São Paulo solta, sem lastro, sem ligação. Penso mesmo se a cidade pode ser para mim, sem eles. Quem me trará de volta? Qual o vínculo? Se alguém me perguntasse antes isto, se minha relação com a cidade passava por eles, eu teria rido. 'Jamais!', provavelmente, teria dito. Mas, caminhando nas redondezas da casa onde eles moraram no final, tudo isto surgiu em mim. Senti-me sem identidade.

Por isso rezamos sete dias, ou guardamos o luto por este tempo. Depois falamos no assunto com um mês. Depois com ano, quinquênio, decênio, cinquentenário de morte...São marcos inscritos no metabolismo das nossas células.

Como estou já de volta à vida normal, e só hoje faz uma semana que ele partiu, atropelei o tempo da vida para viver o luto. Deu esta melancolia. Ela bem cabe. Oro meu próprio Kadish, por meu próprio pai e minha própria mãe.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dia mundial sem carros




Potentes e glamorosos... ah, os automóveis! Desde que o Modelo T da Ford saiu da pioneira linha de produção, já se vão cem anos. Convertemo-nos, desde então, em authomens e automulheres, vivendo a vida em autometrópolis. O carro veste o homem, empresta-lhe cara nova. É símbolo de status, objeto de culto e cenário de fantasias. Atire a primeira pedra o leitor que não sonhou estar ao volante com uma bela mulher ao lado. Ou a leitora que não vacilou diante do Redford que lhe segurou a porta do carro.

O automóvel surge e vai produzir incisivas mutações em corações e mentes. Vai definir um novo conceito de tempo. Vai rasgar cidades, campos e florestas. Vai sujar o ar e atazanar nosso sono com seu ronco. Vai espremer calçadas. E sua sede por combustíveis, a qualquer tempo e lugar, levará o homem a guerras, frias ou quentes. Cabeças rolarão por um mero barril de petróleo (sugiro a leitura de: “Petróleo: uma história de ganância, dinheiro e poder” de Daniel Yergin).

E no século XXI, o automóvel segue, com invejável juventude. Sempre novo, é movido agora por novos combustíveis biológicos, ou por gás, injetados em motores flexíveis. Tudo remoçado para que a autosociedade não pare. E atrás de petróleo, ainda, baixamos ao mar abissal, lá onde repousa, intocada, uma camada salina. Este renovado fôlego é, para uns, um ato de coragem. Para outros, audácia! Estes últimos crêem que deveríamos mudar nosso estilo de vida e investir em energias verdadeiramente renováveis.

Conclusão: há polêmica na autopista de nosso viver. Afinal, há décadas, vemos e sentimos o meio ambiente degradar-se. Em 1997, dia 22 de setembro, a França reage e cria o “Dia Mundial Sem Carro”. Em 2000, a União Européia adere, com a participação de 760 cidades. Em 2001, o Brasil entra na onda, com 11 cidades, entre Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte e Niterói. Hoje são milhares de cidades no mundo! Neste dia, usa-se transporte público, caminha-se, pedala-se, vai-se de skate ou patins. Só não se usa o carro.

Como ressalta o site http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9055 “mais do que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa durante um só dia, a idéia da campanha é marcar a luta por um transporte público de qualidade, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, pela mobilidade urbana”. A idéia é fazer com que reflitamos sobre o uso excessivo e, tantas vezes, desnecessário do automóvel. Que pensemos na dependência que temos deste veículo que tanto simboliza o individualismo que hoje nos aflige.

Mas, caro leitor, se este texto cair em suas mãos depois do dia 22 de setembro, “Dia Mundial Sem Carro”, não se exaspere. Qualquer dia é dia de repensar hábitos! Se você vai ao trabalho de carro, experimente o transporte público. É econômico, você pode ler um livro no trajeto e estará, acima de tudo, fazendo sua parte para humanizar sua cidade. Se você não mora longe do seu destino, que tal tentar a bicicleta? A moda pode pegar. No Rio, onde moro, se a prefeitura transformar a Rio Branco em rua de pedestres, como promete, será um charme chegar ao centro pedalando... além de saudável, ecológico e super civilizado!Se quiser saber mais, http://www.pedal.com.br/exibe_texto.asp?id=3411 . Eco-abraços!