A monocultura convencional conhece de há muito o problema da uniformidade genética das culturas, que predispõe toda a plantação a pragas inesperadas. Com os transgênicos ocorre o mesmo. A seleção genética exógena, inserida nas sementes, que visa a dar resistência a determinados herbicidas (caso das sementes de soja modificadas pela Monsanto e sua resitência ao Roundup - Glifosato - que mata TODO o resto) ou outras condições, mostra-se, a curto-prazo, ineficaz diante da natureza... que muta e muda... e produz superorganismos... resistentes ao escudo genético que os Novos Deuses da Vida criam em seus laboratórios.
A produtividade de sementes transgênicas é alta a princípio, mas não se mantém. Como a própria agricultura convencional, do agro-negócio, a agricultura com transgênicos também tem que - de quando em quando - buscar novas variedades na natureza.
Mas se ambas as culturas, convencional e transgênica, não preservam o meio ambiente, matas com alta diversidade biológica (solos e água), onde, no final das contas, buscarão novos genes que possam alimentar as bocas do mundo...e os bolsos do agrobussiness?
Numa palestra, num congresso da ASIPI, havia um representante da Monsanto que me disse, quando questionado por mim do porquê não investir em uma agricultura ecológica mais produtiva, que "não gosta de comer cocô". Surpreendi-me com tal resposta, mas, pouco depois, numa busca pela Internet, descobri que os funcionários da Monsanto estão instruídos a dar esta resposta quando o assunto é alimento orgânico. Sua intenção, de psicologia primária, é desqualificar o alimento orgânico associando-o, mentirosamente à "sujeira".
Por que as empresas de sementes temem uma agricultura que respeita a natureza? A procura por alimentos orgânicos é grande na Europa e tende a crescer. Parte do que o Brasil produz destes alimentos, por exemplo, é exportada para lá. Isto, por si só já seria inquietante para quem quer ter o controle global da produção de alimentos.
Mas há mais. O alimento cultivado com princípios ecológicos não permite o controle monopolizante de sementes, como fazem empresas como a Monsanto. Parte dos princípios do plantio natural é a seleção, por parte do agricultor, das melhores plantas para replantio de suas sementes. É algo que se faz há milhares de anos.
Além disso, se provarmos que a produção de alimentos orgânicos em grande escala é viável, o agrobusiness, ainda que tarde, enfrentará problemas. A demanda por alimentos saudáveis está crescendo. Só tende a aumentar.
BUSQUE ALIMENTOS ORGÂNICOS.
Como consumidores, temos um grande poder em nossa mãos: o de comprar ou deixar de. Consumidores informados escolhem melhor. E o fazendo, pressionam as redes de distribuição de produtos. No caso dos orgânicos, considerados caros, o consumo consciente deve torná-los mais baratos e disponíveis a um maior número de consumidores. ISTO É O QUE DESEJAMOS TODOS.
Assista o filme "O Veneno está na Mesa", de Sílvio Tendler, lançado em 25/07/2011. Ele está disponível na Internet NOS LINKS:
(ajudem a divulgar!)
Parte - 1 http://www.youtube.com/watch?v=WYUn7Q5cpJ8&NR=1
Parte - 2 http://www.youtube.com/watch?v=NdBmSkVHu2s&feature=related
Parte - 3 http://www.youtube.com/watch?v=5EBJKZfZSlc&feature=related
Parte - 4 http://www.youtube.com/watch?v=AdD3VPCXWJA&feature=related
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terça-feira, 2 de agosto de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Desmatar mais para quem?
Para quem o Novo Código Florestal, este recém aprovado pelo Congresso, com a anuência do (insira o xingamento) Aldo Rebelo, foi aprovado? Querem desmatar mais em seu ou meu benefício? O que está por trás disto tudo?
Antes de respondermos, saibamos que 80% do que comemos no Brasil, se origina em agricultura familiar. Não é o agronegócio, com seus imensos latifúndios sojeiros, que nos alimenta.
Os grandes produtores do agrobusiness, estes que hoje produzem e exportam soja, são os que lutam por mais terra agriculturável. Quanto menos matas, mais terra, mais soja, mais dólares. São empresas como Monsanto, Dupont, Syngenta, Basf, Bayer, Dow, Cargill, Bunge, Louis Dreyfus e ADM. Estas compõem os lobbies da mudança do Código Florestal. São milhões de dólares para os bolsos de nossos frágeis congressistas!
E soja é o grande componente das exportações brasileiras, um modelo antiquado e estrábico. Com ela viaja, a biodiversidade, a água, o rastro do trabalho escravo, da destruição ambiental e contaminação de solos e água com Glifosato ("Round up").
Será que na balança comercial estão computados os danos ambientais e sociais associados? Presidenta droussef@yahoo.com.br, mudemos! A conta das exportações tem que incluir o ser humano e o meio ambiente. Não é mais possível privatizar-se lucros e socializar-se prejuízos.
Respondendo: não se está buscando a aprovação oficial para mais desmatamento para meu ou seu benefício, e sim para o lucro deste punhado de empresas corruptoras que seguem cegas no seu modelo colonialista irresponsável.
No dia 19/06/2011, em Copacabana, milhares de pessoas protestaram para preservar nossas florestas com uma responsabilidade inovadora.
Antes de respondermos, saibamos que 80% do que comemos no Brasil, se origina em agricultura familiar. Não é o agronegócio, com seus imensos latifúndios sojeiros, que nos alimenta.
Os grandes produtores do agrobusiness, estes que hoje produzem e exportam soja, são os que lutam por mais terra agriculturável. Quanto menos matas, mais terra, mais soja, mais dólares. São empresas como Monsanto, Dupont, Syngenta, Basf, Bayer, Dow, Cargill, Bunge, Louis Dreyfus e ADM. Estas compõem os lobbies da mudança do Código Florestal. São milhões de dólares para os bolsos de nossos frágeis congressistas!
E soja é o grande componente das exportações brasileiras, um modelo antiquado e estrábico. Com ela viaja, a biodiversidade, a água, o rastro do trabalho escravo, da destruição ambiental e contaminação de solos e água com Glifosato ("Round up").
Será que na balança comercial estão computados os danos ambientais e sociais associados? Presidenta droussef@yahoo.com.br, mudemos! A conta das exportações tem que incluir o ser humano e o meio ambiente. Não é mais possível privatizar-se lucros e socializar-se prejuízos.
Respondendo: não se está buscando a aprovação oficial para mais desmatamento para meu ou seu benefício, e sim para o lucro deste punhado de empresas corruptoras que seguem cegas no seu modelo colonialista irresponsável.
No dia 19/06/2011, em Copacabana, milhares de pessoas protestaram para preservar nossas florestas com uma responsabilidade inovadora.
Você tem a ver com Novo Código Florestal?
Sim!
Temos tudo a ver com o Novo Código Florestal, na medida em que dependemos de água, alimentos e medicamentos - no mínimo.
Matas em pé são infinitamente mais importantes do que matas derrubadas ou queimadas - são os grandes reservatórios de água! Desmate, e os 'olhos d'agua' que brotam na mata e escorrem para os rios, formando-os, secam. Sem florestas, não há rios!
Nas florestas diversas, como a Amazônia (o que resta dela), e nas ilhas de Mata Atlântica espalhadas pela costa, é que se encontram as matrizes dos alimentos que compõe nossa feira. É nestes reservatórios de genes que reside a biodiversidade. A partir deste arsenal de força e vida tem-se material para se buscar e melhorar, de forma natural, os alimentos. Sem matas, sem florestas, mingua a biodiversidade, vegetal e animal - ambas intrinsecamente ligadas.
É, é nas matas também que o conhecimento indígena encontra seus medicamentos. Este saber é "biopirateado" há séculos e está hoje nas farmácias do mundo. Sem matas, o saber se esvazia. Onde buscaremos guias para produzirmos medicamentos, como sempre temos feio, legal ou ilegalmente?
E por fim , você eu e todos temos mais a ver com o Novo Código Florestal, na medida em que podemos ainda nos unir e gritar, documentar, divulgar e cobrar mudanças. No dia 19/06/2011, aconteceu o "Sambe pelas Florestas", no Rio. Milhares de pessoas unidas buscaram reverter esta triste e corrupta decisão do Congresso. A decisão ainda vai para o Senado. Que nos ouçam!
Temos tudo a ver com o Novo Código Florestal, na medida em que dependemos de água, alimentos e medicamentos - no mínimo.
Matas em pé são infinitamente mais importantes do que matas derrubadas ou queimadas - são os grandes reservatórios de água! Desmate, e os 'olhos d'agua' que brotam na mata e escorrem para os rios, formando-os, secam. Sem florestas, não há rios!
Nas florestas diversas, como a Amazônia (o que resta dela), e nas ilhas de Mata Atlântica espalhadas pela costa, é que se encontram as matrizes dos alimentos que compõe nossa feira. É nestes reservatórios de genes que reside a biodiversidade. A partir deste arsenal de força e vida tem-se material para se buscar e melhorar, de forma natural, os alimentos. Sem matas, sem florestas, mingua a biodiversidade, vegetal e animal - ambas intrinsecamente ligadas.
É, é nas matas também que o conhecimento indígena encontra seus medicamentos. Este saber é "biopirateado" há séculos e está hoje nas farmácias do mundo. Sem matas, o saber se esvazia. Onde buscaremos guias para produzirmos medicamentos, como sempre temos feio, legal ou ilegalmente?
E por fim , você eu e todos temos mais a ver com o Novo Código Florestal, na medida em que podemos ainda nos unir e gritar, documentar, divulgar e cobrar mudanças. No dia 19/06/2011, aconteceu o "Sambe pelas Florestas", no Rio. Milhares de pessoas unidas buscaram reverter esta triste e corrupta decisão do Congresso. A decisão ainda vai para o Senado. Que nos ouçam!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Privado ou Público
Quanto mais privada a sociedade, mais injusta. Quanto mais pública, mais democrática. Quanto mais escolas privadas, mais excluídos. Quanto mais escolas públicas, mais igualdade. Quanto mais espaços privados, mais exclusão. Quanto mais espaços públicos, mais trocas. Quanto mais águas privadas, pagas, de marcas, mais sede. Quanto mais águas públicas, mais saúde e distribuição. Quanto mais transporte privado, maior o congestionamento, a poluição o egoísmo e o desperdício. Quanto mais transporte público, mais inclusão e civilidade. Quanto mais clínicas e hospitais privados, mais doentes. Quanto mais saúde pública, mais saúde. Quanto mais privada a sociedade, mais corrupta. Quanto mais pública, mais participativa e inclusiva. Quanto mais quisermos mais, menos seremos. Quanto menos nos contentar, seremos mais, muitos de nós. Este é o sentido a seguir, do triste privado que ficamos, para o público que queremos ser.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Tudo é....
...carro. Os caminhos são carro. Ar é carro. Carro é cheiro e visão. Carro é audição. Mania e desejo. Conforto e exibição. Tudo no mundo é carro. Entre eu e você, corre um rio selvagem de carros desvairados. Te olho por sobre a maré alta dos carros que correm. Não me deixam te alcançar. Carro é entre. Partir e o chegar. Carro é vaga, moda, símbolo de ascensão. Dentro do carro sou Honda, BMW ou Fuscão. Sou van, ele caminhão. Ela é Kia, seu marido Porsche, deslizando como um avião. Carro é esporte, lazer, preocupação. Carro é seguro-perigoso. É peça e empecilho. Carro é caminho, espera e razão. Mundo carro este nosso.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Ilustre Deputado Aldo Rebelo
Para o link abaixo, que nos leva direto a um carta para o deputado federal Aldo Rebelo, proponente do novo Código Florestal, que reduz ainda mais as reservas de matas no Brasil, escrevi hoje:
http://www2.camara.gov.br/participe/fale-conosco/fale-com-o-deputado?DepValores=524144-SP-M-PCdoB&partidoDeputado=PCdoB&sexoDeputado=M&ufDeputado=SP
"Ilustre Deputado Aldo Rebelo,
Que Brasil, e que mundo deixaremos para nossos netos? Como entraremos para a história? Como entraram aqueles que saquearam o pau-brasil? Agora, mais grave, o desmatamento tem reflexos locais, nacionais e mundiais. No alvorecer de uma era que desperta para a necessidade de frearmos a destruição da natureza e o fracasso do modelo econômico vigente - e nele se inclui e agricultura denominada "agrobusiness" - um grupo que defende seus pequenos e particulares interesses, contra um desejo nacional, 'lobbeia' um deputado experiente e humano como vossa senhoria. Escute o povo, Deputado, saia às ruas. Pergunte. Eleito pelo povo, olhe o Brasil. Que futuro tem nossos netos sem nossas matas, sem nossa água, sem um solo vibrante e fresco, livre da química mortal que o agronegócio nele despeja?
Apelo para sua sábia reflexão.
Um abraço cidadão.
Maysa Blay"
http://www2.camara.gov.br/participe/fale-conosco/fale-com-o-deputado?DepValores=524144-SP-M-PCdoB&partidoDeputado=PCdoB&sexoDeputado=M&ufDeputado=SP
"Ilustre Deputado Aldo Rebelo,
Que Brasil, e que mundo deixaremos para nossos netos? Como entraremos para a história? Como entraram aqueles que saquearam o pau-brasil? Agora, mais grave, o desmatamento tem reflexos locais, nacionais e mundiais. No alvorecer de uma era que desperta para a necessidade de frearmos a destruição da natureza e o fracasso do modelo econômico vigente - e nele se inclui e agricultura denominada "agrobusiness" - um grupo que defende seus pequenos e particulares interesses, contra um desejo nacional, 'lobbeia' um deputado experiente e humano como vossa senhoria. Escute o povo, Deputado, saia às ruas. Pergunte. Eleito pelo povo, olhe o Brasil. Que futuro tem nossos netos sem nossas matas, sem nossa água, sem um solo vibrante e fresco, livre da química mortal que o agronegócio nele despeja?
Apelo para sua sábia reflexão.
Um abraço cidadão.
Maysa Blay"
domingo, 7 de março de 2010
Uma salada bem orgânica!

Que tal se sua próxima salada for feita com produtos orgânicos? Será uma sábia escolha!
Alimentos orgânicos são os que, em seu cultivo, dispensam herbicidas e pesticidas sintéticos. São manejados por técnicas agroecológicas que não os contaminam e não agridem o trabalhador, animais, matas, solo, água e ar.
Ao consumir orgânicos, você recebe somente os benefícios do alimento. Seu sabor é também nitidamente melhor. Alimentando-se deles, não se ingere a química indesejável dos agrotóxicos, que se acumula no organismo, e é responsável por distúrbios neurológicos, hormonais e câncer. Ademais, e é bom saber, a agricultura orgânica caminha de mãos dadas com as boas e justas relações sociais e culturais. Tudo de bom!
Mas, estes alimentos são mais caros que os convencionais. Para muitos a conversa parará aí. Se você for uma destas pessoas, não pare! Prossiga na leitura e saiba por que os orgânicos são mais caros e, depois, saiba o que podemos fazer a respeito.
Por que os orgânicos são mais caros
Dois fatores explicam a diferença de preços com os produtos convencionais: a pequena produção dos orgânicos e o custo ambiental não computado nos alimentos convencionais. Demonstro:
1) Primeiro, surge a clássica equação “maior o preço, menor o consumo”. Menor consumo, menor produção e preços mais altos. E o círculo vicioso faz sua volta.
Os produtos convencionais, por sua vez, tem grande produção e concorrência, pois são eles que o consumidor que só vê preço leva, e isto faz com que seu custo diminua.
2) A segunda questão é a do ‘custo ambiental’. O preço dos hortifrutigranjeiros convencionais não inclui a remediação dos danos ambiente e à saúde provocados por técnicas agropastoris agressivas. A quem são repassados os custos de recuperar solos e água contaminados? O custo do desmatamento irresponsável? Quem paga a cura do trabalhador contaminado?
Contrariamente, os produtores de orgânicos, com seus cuidados com o ambiente e a saúde, reduzem estes custos quase a zero. “Não privatizam ganhos e socializam prejuízos”.
A lei ambiental expressa no Art. 225 da Constituição Federal estabelece o princípio do “poluidor-pagador” (no site Jus Navigandi, pode-se aprender mais sobre o assunto http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=1694). A sociedade ainda esboça sua aplicação. Quando este princípio valer, os preços dos alimentos convencionais subirão muito. Por hora, porém, o descaso com o ambiente e com as pessoas não pesa no bolso do produtor. Quem paga a conta somos nós, com a nossa saúde, e a sociedade, com as consequências ambientais dos maus procedimentos agrícolas. Você se importa com isto?
O que podemos fazer para baratear os alimentos orgânicos?
Como consumidores, temos o grande poder de consumir ou o de deixar de consumir, ambos com consciência. E este poder não é pouco!
Como não há dúvidas quanto à qualidade muitíssimo superior dos orgânicos, resta que façamos nossa parte para barateá-los e para generalizar seu consumo, estendendo-o à população geral. Mas como? Pagando mais?
Pensemos juntos: se, ao fazermos compras no mercado ou na feira, levarmos um ou dois produtos orgânicos, e se muitos de nós fizermos isto (espalhe a idéia!), ajudaremos a romper o círculo vicioso do preço alto/ baixo consumo. Consumindo mais produtos orgânicos, a produção aumentará. Novos produtores surgirão, provocando maior concorrência. Isto forçará os preços para baixo. Então, porque não comprá-los?
Onde comprar e como saber se produtos são realmente orgânicos?
Nos grandes supermercados, eles vem em embalagens que os isolam (o que os identifica, com a desvantagem de gerar muito lixo em forma de bandejas de isopor, filme plástico e outros materiais não recicláveis) e apresentam rotulagem específica - selos de certificação. No Brasil, os certificadores de orgânicos credenciados pelo Ministério da Agricultura são, entre outros, Abio, IBD, ECOCERT, ACS Amazônia (ver http://www.planetaorganico.com.br/qcertif.htm).
Além disso, no site http://www.prefiraorganicos.com.br/oquesao.aspx , do Ministério da Agricultura, você se informa sobre onde comprar orgânicos fora dos supermercados. Em feirinhas, espalhadas pelo Brasil, que acontecem em certos dias. Veja no site. São produtos não rotulados, mas atestados pelo Ministério. Se você for, por exemplo, à feira de orgânicos da Glória, aos sábados de manhã, comprará produtos livres de sacos plásticos (ufa!) - mas leve sacola.
No caso do Rio, por exemplo, o http://www.prefiraorganicos.com.br/ indica: Feira Orgânica da Glória (Praça do Russel, sábado das 7 às 13), Feirinha da PUC (quintas de manhã), Feira da Barra da Tijuca (Sinagoga Newton Bonder, terças pela manhã), Feira Org. de Campo Grande (Rua Marechal Dantas 95, sábados das 7 às 13), Feira de Nova Iguaçu (Praça Rui Barbosa, quartas 8 às 18), Feira do Campo de São Bento – Icaraí (Quintas 7 às 13), Feira do Horto – Fonseca (Al. S. Boaventura 770, terças 7 às 13), etc. No site, há mais informações.
Para saber mais sobre as técnicas de produção e sobre a certificação dos produtos orgânicos, leia a excelente cartilha do Ministério da Agricultura, ilustrada por Ziraldo, no site. http://www.escoladegoverno.org.br/images/docs/cartilha_produtos_organicos.pdf . (Circulou, recentemente, na Internet, a informação de que a “transgênica” Monsanto havia acionado o Ministério e impedido a distribuição da cartilha, por que consta lá “que alimentos transgênicos não são orgânicos”. A informação da cartilha é correta. Internautas revoltados com o suposto veto à publicação, promoveram sua ampla, geral e irrestrita distribuição virtual. Consumidores conscientes... uní-vos!).
E agora, mãos à obra! Compre um lindo pé de alface orgânico, tomates, e um montão de outros vegetais para sua próxima salada. Ela ficará colorida, deliciosa e incomparavelmente saudável. Convide amigos, namorada/o, marido, mãe e filhos. Você é quem sabe quem merece ser tratado com tanto amor! Um pão integral, ou italiano... queijos, suco de uva orgânica... ou vinho (ninguém é de ferro e há vinhos orgânicos) e voilá... bon apetit! Depois nos conte... e convide!
Alimentos orgânicos são os que, em seu cultivo, dispensam herbicidas e pesticidas sintéticos. São manejados por técnicas agroecológicas que não os contaminam e não agridem o trabalhador, animais, matas, solo, água e ar.
Ao consumir orgânicos, você recebe somente os benefícios do alimento. Seu sabor é também nitidamente melhor. Alimentando-se deles, não se ingere a química indesejável dos agrotóxicos, que se acumula no organismo, e é responsável por distúrbios neurológicos, hormonais e câncer. Ademais, e é bom saber, a agricultura orgânica caminha de mãos dadas com as boas e justas relações sociais e culturais. Tudo de bom!
Mas, estes alimentos são mais caros que os convencionais. Para muitos a conversa parará aí. Se você for uma destas pessoas, não pare! Prossiga na leitura e saiba por que os orgânicos são mais caros e, depois, saiba o que podemos fazer a respeito.
Por que os orgânicos são mais caros
Dois fatores explicam a diferença de preços com os produtos convencionais: a pequena produção dos orgânicos e o custo ambiental não computado nos alimentos convencionais. Demonstro:
1) Primeiro, surge a clássica equação “maior o preço, menor o consumo”. Menor consumo, menor produção e preços mais altos. E o círculo vicioso faz sua volta.
Os produtos convencionais, por sua vez, tem grande produção e concorrência, pois são eles que o consumidor que só vê preço leva, e isto faz com que seu custo diminua.
2) A segunda questão é a do ‘custo ambiental’. O preço dos hortifrutigranjeiros convencionais não inclui a remediação dos danos ambiente e à saúde provocados por técnicas agropastoris agressivas. A quem são repassados os custos de recuperar solos e água contaminados? O custo do desmatamento irresponsável? Quem paga a cura do trabalhador contaminado?
Contrariamente, os produtores de orgânicos, com seus cuidados com o ambiente e a saúde, reduzem estes custos quase a zero. “Não privatizam ganhos e socializam prejuízos”.
A lei ambiental expressa no Art. 225 da Constituição Federal estabelece o princípio do “poluidor-pagador” (no site Jus Navigandi, pode-se aprender mais sobre o assunto http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=1694). A sociedade ainda esboça sua aplicação. Quando este princípio valer, os preços dos alimentos convencionais subirão muito. Por hora, porém, o descaso com o ambiente e com as pessoas não pesa no bolso do produtor. Quem paga a conta somos nós, com a nossa saúde, e a sociedade, com as consequências ambientais dos maus procedimentos agrícolas. Você se importa com isto?
O que podemos fazer para baratear os alimentos orgânicos?
Como consumidores, temos o grande poder de consumir ou o de deixar de consumir, ambos com consciência. E este poder não é pouco!
Como não há dúvidas quanto à qualidade muitíssimo superior dos orgânicos, resta que façamos nossa parte para barateá-los e para generalizar seu consumo, estendendo-o à população geral. Mas como? Pagando mais?
Pensemos juntos: se, ao fazermos compras no mercado ou na feira, levarmos um ou dois produtos orgânicos, e se muitos de nós fizermos isto (espalhe a idéia!), ajudaremos a romper o círculo vicioso do preço alto/ baixo consumo. Consumindo mais produtos orgânicos, a produção aumentará. Novos produtores surgirão, provocando maior concorrência. Isto forçará os preços para baixo. Então, porque não comprá-los?
Onde comprar e como saber se produtos são realmente orgânicos?
Nos grandes supermercados, eles vem em embalagens que os isolam (o que os identifica, com a desvantagem de gerar muito lixo em forma de bandejas de isopor, filme plástico e outros materiais não recicláveis) e apresentam rotulagem específica - selos de certificação. No Brasil, os certificadores de orgânicos credenciados pelo Ministério da Agricultura são, entre outros, Abio, IBD, ECOCERT, ACS Amazônia (ver http://www.planetaorganico.com.br/qcertif.htm).
Além disso, no site http://www.prefiraorganicos.com.br/oquesao.aspx , do Ministério da Agricultura, você se informa sobre onde comprar orgânicos fora dos supermercados. Em feirinhas, espalhadas pelo Brasil, que acontecem em certos dias. Veja no site. São produtos não rotulados, mas atestados pelo Ministério. Se você for, por exemplo, à feira de orgânicos da Glória, aos sábados de manhã, comprará produtos livres de sacos plásticos (ufa!) - mas leve sacola.
No caso do Rio, por exemplo, o http://www.prefiraorganicos.com.br/ indica: Feira Orgânica da Glória (Praça do Russel, sábado das 7 às 13), Feirinha da PUC (quintas de manhã), Feira da Barra da Tijuca (Sinagoga Newton Bonder, terças pela manhã), Feira Org. de Campo Grande (Rua Marechal Dantas 95, sábados das 7 às 13), Feira de Nova Iguaçu (Praça Rui Barbosa, quartas 8 às 18), Feira do Campo de São Bento – Icaraí (Quintas 7 às 13), Feira do Horto – Fonseca (Al. S. Boaventura 770, terças 7 às 13), etc. No site, há mais informações.
Para saber mais sobre as técnicas de produção e sobre a certificação dos produtos orgânicos, leia a excelente cartilha do Ministério da Agricultura, ilustrada por Ziraldo, no site. http://www.escoladegoverno.org.br/images/docs/cartilha_produtos_organicos.pdf . (Circulou, recentemente, na Internet, a informação de que a “transgênica” Monsanto havia acionado o Ministério e impedido a distribuição da cartilha, por que consta lá “que alimentos transgênicos não são orgânicos”. A informação da cartilha é correta. Internautas revoltados com o suposto veto à publicação, promoveram sua ampla, geral e irrestrita distribuição virtual. Consumidores conscientes... uní-vos!).
E agora, mãos à obra! Compre um lindo pé de alface orgânico, tomates, e um montão de outros vegetais para sua próxima salada. Ela ficará colorida, deliciosa e incomparavelmente saudável. Convide amigos, namorada/o, marido, mãe e filhos. Você é quem sabe quem merece ser tratado com tanto amor! Um pão integral, ou italiano... queijos, suco de uva orgânica... ou vinho (ninguém é de ferro e há vinhos orgânicos) e voilá... bon apetit! Depois nos conte... e convide!
domingo, 8 de novembro de 2009
Pilhas, baterias e celulares fora de uso...

Pilhas, baterias e celulares fora de uso devem ser descartados corretamente: 'devolvidos' aos locais onde foram adquiridos ( tenho dúvida quanto à seriedade dos comerciantes brasileiros neste quesito...) ou para locais específicos que os recebam.
No Rio há ainda umas poucas latas verdes para descarte deste tipo de material. Verdade é que também não são confiáveis. A Comlurb informou, há alguns anos, que as descontinuariam, 'porque não estavam dando certo'. A verdade é que falta educação!
Mas, neste ínterim o Banco Real tem o simpático "PAPA PILHAS". Basta acumular pilhas, baterias e celulares e encaminhá-los para lá.
Antes de adotar esta medida, pesquisei o site do Banco Real e constatei que os materiais são recolhidos pela SUZAQUIM, http://www.suzaquim.com.br/abertura.htm . O site desa empresa informa que resíduos industriais, pilhas, baterias e resíduos tecnológicos são por eles reprocessados e destinados à produção de óxidos e sais metálicos para a indústria química. O restante dos materiais, não reutilizáveis, são encaminhados a aterros industriais, onde são 'guardados' até que o dia em que se descubra o que fazer com eles...!
Conclusão:
a) Se você tem pilhas, baterias e celulares para descartar, deve levá-los a um PAPA-PILHAS do Banco Real (veja o site do banco, pois não são todas as agências que os recolhem).
Só não descarte pilhas, baterias e celulares velhos como lixo comum! Estes materiais contém substâncias extremamente tóxicas, como mercúrio, chumbo, cobre, zinco, cádmio, manganês, níquel e lítio (os que apresentam maior risco à saúde são o chumbo, o mercúrio e o cádmio). Quando descartados no ambiente, como em lixões, os metais pesados vazam para o solo e lençol freático (águas subterrâneas).
b) Se puder, evite o uso de pilhas e baterias! Por exemplo, evite dar às crianças brinquedos que levem pilhas. Estou segura que a educação dos 'miúdos' não será prejudicada...muito pelo contrário! Usar pilhas recarregáveis, obviamente, diminui um pouco o problema (mas há controvérsias, veja http://www.ambientebrasil.com.br/ ).
Evite também jogar no lixo celulares velhos. Doe-os, ou contenha o ímpeto de adquirir sempre o modelo da moda. A indústria estará sempre criando novidades, pois é disso que vive. Mas, podemos repensar nossas manias: a de se deixar seduzir pelas novidades e a de descartar, sem consciência, montanhas crescentes de lixo diário.
Aguardo 'pilhas' de comentários! E uma 'bateria' de ações ....
No Rio há ainda umas poucas latas verdes para descarte deste tipo de material. Verdade é que também não são confiáveis. A Comlurb informou, há alguns anos, que as descontinuariam, 'porque não estavam dando certo'. A verdade é que falta educação!
Mas, neste ínterim o Banco Real tem o simpático "PAPA PILHAS". Basta acumular pilhas, baterias e celulares e encaminhá-los para lá.
Antes de adotar esta medida, pesquisei o site do Banco Real e constatei que os materiais são recolhidos pela SUZAQUIM, http://www.suzaquim.com.br/abertura.htm . O site desa empresa informa que resíduos industriais, pilhas, baterias e resíduos tecnológicos são por eles reprocessados e destinados à produção de óxidos e sais metálicos para a indústria química. O restante dos materiais, não reutilizáveis, são encaminhados a aterros industriais, onde são 'guardados' até que o dia em que se descubra o que fazer com eles...!
Conclusão:
a) Se você tem pilhas, baterias e celulares para descartar, deve levá-los a um PAPA-PILHAS do Banco Real (veja o site do banco, pois não são todas as agências que os recolhem).
Só não descarte pilhas, baterias e celulares velhos como lixo comum! Estes materiais contém substâncias extremamente tóxicas, como mercúrio, chumbo, cobre, zinco, cádmio, manganês, níquel e lítio (os que apresentam maior risco à saúde são o chumbo, o mercúrio e o cádmio). Quando descartados no ambiente, como em lixões, os metais pesados vazam para o solo e lençol freático (águas subterrâneas).
b) Se puder, evite o uso de pilhas e baterias! Por exemplo, evite dar às crianças brinquedos que levem pilhas. Estou segura que a educação dos 'miúdos' não será prejudicada...muito pelo contrário! Usar pilhas recarregáveis, obviamente, diminui um pouco o problema (mas há controvérsias, veja http://www.ambientebrasil.com.br/ ).
Evite também jogar no lixo celulares velhos. Doe-os, ou contenha o ímpeto de adquirir sempre o modelo da moda. A indústria estará sempre criando novidades, pois é disso que vive. Mas, podemos repensar nossas manias: a de se deixar seduzir pelas novidades e a de descartar, sem consciência, montanhas crescentes de lixo diário.
Aguardo 'pilhas' de comentários! E uma 'bateria' de ações ....
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Dia mundial sem carros
Potentes e glamorosos... ah, os automóveis! Desde que o Modelo T da Ford saiu da pioneira linha de produção, já se vão cem anos. Convertemo-nos, desde então, em authomens e automulheres, vivendo a vida em autometrópolis. O carro veste o homem, empresta-lhe cara nova. É símbolo de status, objeto de culto e cenário de fantasias. Atire a primeira pedra o leitor que não sonhou estar ao volante com uma bela mulher ao lado. Ou a leitora que não vacilou diante do Redford que lhe segurou a porta do carro.
O automóvel surge e vai produzir incisivas mutações em corações e mentes. Vai definir um novo conceito de tempo. Vai rasgar cidades, campos e florestas. Vai sujar o ar e atazanar nosso sono com seu ronco. Vai espremer calçadas. E sua sede por combustíveis, a qualquer tempo e lugar, levará o homem a guerras, frias ou quentes. Cabeças rolarão por um mero barril de petróleo (sugiro a leitura de: “Petróleo: uma história de ganância, dinheiro e poder” de Daniel Yergin).
E no século XXI, o automóvel segue, com invejável juventude. Sempre novo, é movido agora por novos combustíveis biológicos, ou por gás, injetados em motores flexíveis. Tudo remoçado para que a autosociedade não pare. E atrás de petróleo, ainda, baixamos ao mar abissal, lá onde repousa, intocada, uma camada salina. Este renovado fôlego é, para uns, um ato de coragem. Para outros, audácia! Estes últimos crêem que deveríamos mudar nosso estilo de vida e investir em energias verdadeiramente renováveis.
Conclusão: há polêmica na autopista de nosso viver. Afinal, há décadas, vemos e sentimos o meio ambiente degradar-se. Em 1997, dia 22 de setembro, a França reage e cria o “Dia Mundial Sem Carro”. Em 2000, a União Européia adere, com a participação de 760 cidades. Em 2001, o Brasil entra na onda, com 11 cidades, entre Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte e Niterói. Hoje são milhares de cidades no mundo! Neste dia, usa-se transporte público, caminha-se, pedala-se, vai-se de skate ou patins. Só não se usa o carro.
Como ressalta o site http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9055 “mais do que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa durante um só dia, a idéia da campanha é marcar a luta por um transporte público de qualidade, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, pela mobilidade urbana”. A idéia é fazer com que reflitamos sobre o uso excessivo e, tantas vezes, desnecessário do automóvel. Que pensemos na dependência que temos deste veículo que tanto simboliza o individualismo que hoje nos aflige.
Mas, caro leitor, se este texto cair em suas mãos depois do dia 22 de setembro, “Dia Mundial Sem Carro”, não se exaspere. Qualquer dia é dia de repensar hábitos! Se você vai ao trabalho de carro, experimente o transporte público. É econômico, você pode ler um livro no trajeto e estará, acima de tudo, fazendo sua parte para humanizar sua cidade. Se você não mora longe do seu destino, que tal tentar a bicicleta? A moda pode pegar. No Rio, onde moro, se a prefeitura transformar a Rio Branco em rua de pedestres, como promete, será um charme chegar ao centro pedalando... além de saudável, ecológico e super civilizado!Se quiser saber mais, http://www.pedal.com.br/exibe_texto.asp?id=3411 . Eco-abraços!
domingo, 30 de agosto de 2009
Sacolas plásticas: pense bem, e rápido, antes de aceitar a próxima!
(Texto esrito para publicação no Jornal do INPI/agosto 2009)
Os oceanos do mundo estão lotados de plásticos. São Maranhões de sacolas a flutuar nos mares! O mundo todo as usa, afinal, comprar é o grande esporte dos nossos tempos! E nós, no Brasil, abusamos. Compramos uma lâmina de barbear e a levamos na sacola. Uma aspirina, e lá vem o saco. Uma inocente barrinha de cereal...e um insalubre plástico a acompanha. Que saco! Por que não recusamos sacolas plásticas? Será inércia? Vergonha? Pois vergonha é o que devemos sentir em relação à nossa inação!
Pensemos juntos. Sacolas plásticas são baratas para o comerciante e de graça para nós, consumidores. Oba! Mas para o meio ambiente, hummm! Para a natureza – e somos parte dela, lembra-se? - o custo é altíssimo e não está computado nas despesas. Agora, quem paga a conta por nossa irresponsabilidade ambiental coletiva é a natureza. No caso das sacolinhas, é a vida marinha, peixes, tartarugas e baleias, quem paga. Em breve, a conta será de todos. Afinal, tudo está conectado. O que fazemos de bom e ruim, na sociedade e no planeta, converte-se em custos ou benefícios para a coletividade. Aproveitemos porém que, na rede em que vivemos, as boas 'maneiras' de um logo contaminam os outros.
Sem mais conjecturar, mudemos já. É simples e fácil. Pode ser o início de uma longa e saudável jornada de mudanças de atitudes. Na sua próxima compra, daqui a pouquinho, recuse uma sacola plástica. A primeira, a gente não esquece! Será um pequeno passo para você, um passo gigante para o planeta. Objetos pequenos, como remédios, pilhas e balas, podem ser colocados na bolsa ou no bolso. E ao recusar a sacolinha, fale alto e claro: “Obrigado, não necessito da sacola”. O caixa e as pessoas da fila o ouvirão, e isto não é pouca coisa, creia-me! Sentirão uma ponta de inveja de sua atitude. Nas compras maiores, no supermercado ou padaria, leve sacolas, à moda antiga. De pano, palha, ou as novas e bacanas que se vende por toda parte. Assim faziam nossas felizes e sábias avós. E há cada dia mais pessoas nesta onda.
Muitas pessoas me dizem, porém, que necessitam dos sacos para embalar o lixo. Isto é verdade. Mas, se você notar, acabamos com mais sacolas do que podemos usar. E muitas, pequenas, ou como as recebidas em livrarias e lojas de roupas, não se prestam a sacos de lixo. Recuse-as e ponto. Além do mais, quando separamos o lixo reciclável, usamos um número muito menor de sacolas. 80%, em média, do volume do lixo que produzimos diariamente, em casa e no trabalho, compõe-se de lixo reciclável. Sobra pouco lixo comum. Nas lixeiras para recicláveis, em condomínios e locais de trabalho, como no INPI, não é necessário usar sacos de lixo. Os recicláveis são lixo “seco”.
Mas, falemos disto numa próxima oportunidade. À moda de Jack, the ripper...vamos por parte. Por hora, comece a recusar sacolas. Depois, se a moda pegar, você logo se verá separando o lixo reciclável, reduzindo o uso de água e eletricidade, evitando o uso do carro, consumindo orgânicos, separando sobras vegetais para compostagem .... neste dia, considere-se um autêntico cidadão dos modernos tempos modernos, tempos em que cada um pensa em si como parte de um todo, o coletivo de todos nós!
Os oceanos do mundo estão lotados de plásticos. São Maranhões de sacolas a flutuar nos mares! O mundo todo as usa, afinal, comprar é o grande esporte dos nossos tempos! E nós, no Brasil, abusamos. Compramos uma lâmina de barbear e a levamos na sacola. Uma aspirina, e lá vem o saco. Uma inocente barrinha de cereal...e um insalubre plástico a acompanha. Que saco! Por que não recusamos sacolas plásticas? Será inércia? Vergonha? Pois vergonha é o que devemos sentir em relação à nossa inação!
Pensemos juntos. Sacolas plásticas são baratas para o comerciante e de graça para nós, consumidores. Oba! Mas para o meio ambiente, hummm! Para a natureza – e somos parte dela, lembra-se? - o custo é altíssimo e não está computado nas despesas. Agora, quem paga a conta por nossa irresponsabilidade ambiental coletiva é a natureza. No caso das sacolinhas, é a vida marinha, peixes, tartarugas e baleias, quem paga. Em breve, a conta será de todos. Afinal, tudo está conectado. O que fazemos de bom e ruim, na sociedade e no planeta, converte-se em custos ou benefícios para a coletividade. Aproveitemos porém que, na rede em que vivemos, as boas 'maneiras' de um logo contaminam os outros.
Sem mais conjecturar, mudemos já. É simples e fácil. Pode ser o início de uma longa e saudável jornada de mudanças de atitudes. Na sua próxima compra, daqui a pouquinho, recuse uma sacola plástica. A primeira, a gente não esquece! Será um pequeno passo para você, um passo gigante para o planeta. Objetos pequenos, como remédios, pilhas e balas, podem ser colocados na bolsa ou no bolso. E ao recusar a sacolinha, fale alto e claro: “Obrigado, não necessito da sacola”. O caixa e as pessoas da fila o ouvirão, e isto não é pouca coisa, creia-me! Sentirão uma ponta de inveja de sua atitude. Nas compras maiores, no supermercado ou padaria, leve sacolas, à moda antiga. De pano, palha, ou as novas e bacanas que se vende por toda parte. Assim faziam nossas felizes e sábias avós. E há cada dia mais pessoas nesta onda.
Muitas pessoas me dizem, porém, que necessitam dos sacos para embalar o lixo. Isto é verdade. Mas, se você notar, acabamos com mais sacolas do que podemos usar. E muitas, pequenas, ou como as recebidas em livrarias e lojas de roupas, não se prestam a sacos de lixo. Recuse-as e ponto. Além do mais, quando separamos o lixo reciclável, usamos um número muito menor de sacolas. 80%, em média, do volume do lixo que produzimos diariamente, em casa e no trabalho, compõe-se de lixo reciclável. Sobra pouco lixo comum. Nas lixeiras para recicláveis, em condomínios e locais de trabalho, como no INPI, não é necessário usar sacos de lixo. Os recicláveis são lixo “seco”.
Mas, falemos disto numa próxima oportunidade. À moda de Jack, the ripper...vamos por parte. Por hora, comece a recusar sacolas. Depois, se a moda pegar, você logo se verá separando o lixo reciclável, reduzindo o uso de água e eletricidade, evitando o uso do carro, consumindo orgânicos, separando sobras vegetais para compostagem .... neste dia, considere-se um autêntico cidadão dos modernos tempos modernos, tempos em que cada um pensa em si como parte de um todo, o coletivo de todos nós!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Será que podemos não usar sacos plásticos?
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Sacos Plásticos. Até quando?



Todo mudo já ouviu falar que os sacos plásticos, lançados no ambiente, são um dos grandes problemas que o homem provoca na natureza e para si mesmo.
Milhões de saquinhos são usados e descartados diariamente. Como consumidores de milhares de produtos, a grande maioria de nós não se dá conta de que desde uma Gillette, comprada na farmácia, um brinco, um CD... tudo é posto em sacos plásticos. Mas quantas destas coisas podemos levar no bolso ou numa bolsa de mão (destas que nós mulheres carregamos o tempo todo)?
Que nos custa, numa farmácia, mercearia, açougue, numa livraria, loja de roupas, loja de Cd e até mesmo em um supermercado, recusar os saquinhos? Podemos levar bolsas de casa, de pano, de plástico durável ou carrinhos. Podemos também carregar muitas destas coisas na mão.
Ao anunciar que dispensamos as bolsas plásticas, num estabelecimento comercial, ocorre um fenômeno positivo. Acabamos por educar as pessoas que ali trabalham e as que estão em volta. É um trabalho lento, de repetição. Eu o faço, há muito. Recuso bolsas plásticas repetidamente e vejo que isto acaba tendo um efeito propagador. Lembro-me de que em alguns lugares que freqüento, nas primeiras vezes que recusei as bolsas, os atendentes se surpreenderam. Depois de um tempo, vários passaram a dizer que também o estavam fazendo e, ao me verem, já não põem mais as coisas em bolsas plásticas.
É simples e fácil. E ajuda muito a reduzir mais este impacto ambiental do homem sobre a natureza e sobre si mesmo.
Milhões de saquinhos são usados e descartados diariamente. Como consumidores de milhares de produtos, a grande maioria de nós não se dá conta de que desde uma Gillette, comprada na farmácia, um brinco, um CD... tudo é posto em sacos plásticos. Mas quantas destas coisas podemos levar no bolso ou numa bolsa de mão (destas que nós mulheres carregamos o tempo todo)?
Que nos custa, numa farmácia, mercearia, açougue, numa livraria, loja de roupas, loja de Cd e até mesmo em um supermercado, recusar os saquinhos? Podemos levar bolsas de casa, de pano, de plástico durável ou carrinhos. Podemos também carregar muitas destas coisas na mão.
Ao anunciar que dispensamos as bolsas plásticas, num estabelecimento comercial, ocorre um fenômeno positivo. Acabamos por educar as pessoas que ali trabalham e as que estão em volta. É um trabalho lento, de repetição. Eu o faço, há muito. Recuso bolsas plásticas repetidamente e vejo que isto acaba tendo um efeito propagador. Lembro-me de que em alguns lugares que freqüento, nas primeiras vezes que recusei as bolsas, os atendentes se surpreenderam. Depois de um tempo, vários passaram a dizer que também o estavam fazendo e, ao me verem, já não põem mais as coisas em bolsas plásticas.
É simples e fácil. E ajuda muito a reduzir mais este impacto ambiental do homem sobre a natureza e sobre si mesmo.
Sugiro a leitura do texto "A Farra dos Sacos Plásticos", de André Trigueiro. Nao há nada melhor sobre o tema. Abaixo, o link.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Consumismo, um plano sinistro!

Quem herdará o planeta quando daqui nos formos? Milionários excêntricos, em bunkers particulares? "Sarados" fisioculturistas? Ou praticantes de Tai-Chi-Chuan?
Amigos...os herdeiros da Terra serão as BARATAS!
Nojentas, repulsivas e asquerosas, são sempre as primeiras testemunhas de explosões nucleares. E, nestes casos, vêm fortalecidas. Darwin as favorece. Há (e haverá) sempre uma linhagem nova para desfrutar das deliciosas e bárbaras condições que só a inteligência e o brilhantismo científico humano podem criar.
O que não vemos é que arquitetam o nosso fim! Planejaram que nos tornaríamos consumistas. Criaram, por inexplicáveis meios, o desejo de termos sempre o que é novo, o que tem mais funções, o moderno, outra cor, a invenção, o mais confortável, outro mais, e mais outro.
Construíram shopping centers, as sinistras, e fizeram-nos achar que eram espaços de lazer e segurança. Consumo misturado com lazer, um prazer sem igual! Lazer no consumo. O furtivo prazer do novo. E num exercício de criatividade malévola, conduziram-nos a uma imensa produção de lixo, com embalagens fantásticas, de remota chance de reaproveitamento, e com produtos que rapidamente são descartados.
E tudo elas fizeram para seu próprio prazer! "Quanto mais lixo", brada a ignóbil rainha barata, "mais rico fica o nosso" - delas - "universo!". Lixões são seu delírio, sua mais bela conquista. E quanto mais se degrada o meio ambiente, mais propício ele se torna para a abominável espécie peri-planetária.
E, munidas de um pragmatismo invejável, afetam capitalistas e comunistas, indiferentemente. Baratas fazem os primeiros pensar que se o consumismo diminuir, as pessoas perderão seus empregos. Não permitem que pensem numa nova forma de viver, com novos meios de sobrevivência, derivados da própria preservação ambiental. Os segundos, comunistas velhos e atuais, são por elas conduzidos à mais completa falta de diálogo - e sem contestação, sabem as danadas, não pode sequer haver crítica quanto à degradação ambiental.
Ofuscam-nos, por certo. Não exigimos mudanças. Não promovemos mudanças sequer em nossas casas. Caminhamos de fato para um planeta entregue às baratas.
Que saída nos resta frente a tão astutas criaturas? A batalha, se quisermos lutar, será dura e longa! Nossas rivais vivem há milhões de anos na terra. Viram nascer e morrer dinossauros. Comeram os restos do nosso irmão das cavernas. Sabem, mas não contam, quem é o elo perdido entre nós e os grandes macacos.
Parecem mesmo que estão fadadas a permanecer na Terra quando nossos carros não rodarem mais, quando os raios ultra-violeta atingirem o planeta sem filtragem pela camada de ozônio, quando não houver mais geleiras - só água!- e quando pilhas, pláticos e pneus, flutuando sobre os continentes, servirem-lhes de habitat por ainda muitos e muitos milhões de anos.
Amigos...os herdeiros da Terra serão as BARATAS!
Nojentas, repulsivas e asquerosas, são sempre as primeiras testemunhas de explosões nucleares. E, nestes casos, vêm fortalecidas. Darwin as favorece. Há (e haverá) sempre uma linhagem nova para desfrutar das deliciosas e bárbaras condições que só a inteligência e o brilhantismo científico humano podem criar.
O que não vemos é que arquitetam o nosso fim! Planejaram que nos tornaríamos consumistas. Criaram, por inexplicáveis meios, o desejo de termos sempre o que é novo, o que tem mais funções, o moderno, outra cor, a invenção, o mais confortável, outro mais, e mais outro.
Construíram shopping centers, as sinistras, e fizeram-nos achar que eram espaços de lazer e segurança. Consumo misturado com lazer, um prazer sem igual! Lazer no consumo. O furtivo prazer do novo. E num exercício de criatividade malévola, conduziram-nos a uma imensa produção de lixo, com embalagens fantásticas, de remota chance de reaproveitamento, e com produtos que rapidamente são descartados.
E tudo elas fizeram para seu próprio prazer! "Quanto mais lixo", brada a ignóbil rainha barata, "mais rico fica o nosso" - delas - "universo!". Lixões são seu delírio, sua mais bela conquista. E quanto mais se degrada o meio ambiente, mais propício ele se torna para a abominável espécie peri-planetária.
E, munidas de um pragmatismo invejável, afetam capitalistas e comunistas, indiferentemente. Baratas fazem os primeiros pensar que se o consumismo diminuir, as pessoas perderão seus empregos. Não permitem que pensem numa nova forma de viver, com novos meios de sobrevivência, derivados da própria preservação ambiental. Os segundos, comunistas velhos e atuais, são por elas conduzidos à mais completa falta de diálogo - e sem contestação, sabem as danadas, não pode sequer haver crítica quanto à degradação ambiental.
Ofuscam-nos, por certo. Não exigimos mudanças. Não promovemos mudanças sequer em nossas casas. Caminhamos de fato para um planeta entregue às baratas.
Que saída nos resta frente a tão astutas criaturas? A batalha, se quisermos lutar, será dura e longa! Nossas rivais vivem há milhões de anos na terra. Viram nascer e morrer dinossauros. Comeram os restos do nosso irmão das cavernas. Sabem, mas não contam, quem é o elo perdido entre nós e os grandes macacos.
Parecem mesmo que estão fadadas a permanecer na Terra quando nossos carros não rodarem mais, quando os raios ultra-violeta atingirem o planeta sem filtragem pela camada de ozônio, quando não houver mais geleiras - só água!- e quando pilhas, pláticos e pneus, flutuando sobre os continentes, servirem-lhes de habitat por ainda muitos e muitos milhões de anos.
Livros Escolares...os mais novos descatáveis...
Não bastavam copos plásticos, garrafas PET, caixas de leite (lembram-se das garrafas?), latinhas (alguém lembra dos cascos?), papéis aos borbotões, embalagens mirabolantes...e agora...ZAZ...livros escolares também são descartáveis!
Moderno! Ou melhor, Moderna, Ática, Vozes e IBEP, algumas das editoras deste tipo de livro. Como são? Possuem espirais nas lombadas, embora nem todos os livros escolares de espiral sejam. Os livros escolares descartáveis parecem revistas de atividades voltadas para o público infantil.
Como são usados? A criança lê, preenche, escreve, colore, recorta, cola e desenha neles. E no fim do ano, descarta-o, joga-o fora...ou guarda-o, por sentimento. Ninguém poderá herdá-lo, nem os irmãos mais novos.
Acabaram-se os dias dos livros que passam de um irmão ou amigo para o outro. Alô...do Planeta Terra! Hoje, a cada ano, os pais compram livros novos para seus filhos.
Acompanhe a conta: seis livros descartáveis para 3o ano - Português, Matemática, História, Geografia, Ciências, Inglês. Conta: um filho, R$ 480,00. dois filhos: R$ 960,00. 3,
R$ 1440 ,00!
A não ser que, como um esforçado casal de amigos, os pais do aluno se disponham a apagar, diligentemente, os escritos do livro herdado... possível somente se a criança original não escreveu à caneta, não escreveu forte, não colou, rabiscou, cortou e pintou... e se a professora, claro, não deu seus vistos à caneta Bic vermelha... UFA!!!!
Ah, ia quase me esquecendo, mas em muitas escolas há ainda o livro de Religião. Bendito seja! E oportunamente, penso onde ficará o sentimento religioso das escolas, nestes casos, em que adotam livros como estes, de editoras espertas e “modernas”:
1) onerando as famílias,
2) descartando a tradição do livro que é passado para frente e
3) lançando, anualmente, no ambiente uma montanha de lixo...nada didática!
Restam esperanças: minha filha estudou no Colégio São Vicente e pode participar da troca de livros promovida a cada início de ano. No ano que entrou para a escola, trocou livros de literatura por livros didáticos usados. No ano seguinte trocou livros didáticos, da série anterior, por outros da série seguinte. No mínimo, super civilizado, e verdadeiramente MODERNO.
Parabéns ao São Vicente e às outras escolas que adotam o mesmo procedimento.
Envie para este blog mais informações sobre este assunto ou sobre outros relacionados.
Eco-beijos!
Moderno! Ou melhor, Moderna, Ática, Vozes e IBEP, algumas das editoras deste tipo de livro. Como são? Possuem espirais nas lombadas, embora nem todos os livros escolares de espiral sejam. Os livros escolares descartáveis parecem revistas de atividades voltadas para o público infantil.
Como são usados? A criança lê, preenche, escreve, colore, recorta, cola e desenha neles. E no fim do ano, descarta-o, joga-o fora...ou guarda-o, por sentimento. Ninguém poderá herdá-lo, nem os irmãos mais novos.
Acabaram-se os dias dos livros que passam de um irmão ou amigo para o outro. Alô...do Planeta Terra! Hoje, a cada ano, os pais compram livros novos para seus filhos.
Acompanhe a conta: seis livros descartáveis para 3o ano - Português, Matemática, História, Geografia, Ciências, Inglês. Conta: um filho, R$ 480,00. dois filhos: R$ 960,00. 3,
R$ 1440 ,00!
A não ser que, como um esforçado casal de amigos, os pais do aluno se disponham a apagar, diligentemente, os escritos do livro herdado... possível somente se a criança original não escreveu à caneta, não escreveu forte, não colou, rabiscou, cortou e pintou... e se a professora, claro, não deu seus vistos à caneta Bic vermelha... UFA!!!!
Ah, ia quase me esquecendo, mas em muitas escolas há ainda o livro de Religião. Bendito seja! E oportunamente, penso onde ficará o sentimento religioso das escolas, nestes casos, em que adotam livros como estes, de editoras espertas e “modernas”:
1) onerando as famílias,
2) descartando a tradição do livro que é passado para frente e
3) lançando, anualmente, no ambiente uma montanha de lixo...nada didática!
Restam esperanças: minha filha estudou no Colégio São Vicente e pode participar da troca de livros promovida a cada início de ano. No ano que entrou para a escola, trocou livros de literatura por livros didáticos usados. No ano seguinte trocou livros didáticos, da série anterior, por outros da série seguinte. No mínimo, super civilizado, e verdadeiramente MODERNO.
Parabéns ao São Vicente e às outras escolas que adotam o mesmo procedimento.
Envie para este blog mais informações sobre este assunto ou sobre outros relacionados.
Eco-beijos!
Diga não aos Transgênicos!
Transgênicos são uma aberração científica.
É falsa a propaganda da Monsanto, Bayer, Syngenta e outras empresas que pequisam, produzem e vendem sementes transgênicas, de que estas sementes dispensam o uso de agrotóxicos. Elas usam-nos, e muito, e progressivamente.
A monocultura convencional conhece de há muito o problema da uniformidade genética das culturas, que predispõe toda a plantação a pragas inesperadas. Com os transgênicos ocorre o mesmo. A seleção genética exógena, inserida nas sementes, que visa a dar resistência a determinados herbicidas (caso das sementes de soja modifcadas pela Monsanto e sua resitência ao Roundup - Glifosato - que mata TODO o resto) ou outras condições, mostra-se, a curto-prazo, ineficaz diante da natureza... que muta e muda... e produz superorganismos... resistentes ao escudo genético que os Novos Deuses da Vida criam em seus laboratórios.
A produtividade de sementes transgênicas é alta a princípio, mas não se mantém. Como a própria agricultura convencional, do agro-negócio, a agricultura com transgênicos também tem que - de quando em quando - buscar novas variedades na natureza.
Mas se ambas as culturas, convencional e transgênica, não preservam o meio ambiente, matas com alta diversidade biológica (solos e água), onde, no final das contas, buscarão novos genes que possam alimentar as bocas do mundo...e os bolsos do agrobussiness?
Numa palestra, num congresso da ASIPI, havia um representante da Monsanto que me disse, quando questionado por mim do porquê não investir em uma agricultura ecológica mais produtiva, que "não gosta de comer cocô". Surpreendi-me com tal resposta, mas, pouco depois, numa busca pela Internet, descobri que os funcionários da Monsanto estão instruídos a dar esta resposta quando o assunto é alimento orgânico. Sua intenção, de psicologia primária, é desqualificar o alimento orgânico associando-o, mentirosamente á "sujeira".
Por que as empresas de sementes temem uma agricultura que respeita a natureza? A procura por alimentos orgânicos é grande na Europa e tende a crescer. Parte do que o Brasil produz destes alimentos, por exemplo, é exportada para a Europa. Isto, por si só já seria inquietante para quem quer ter o controle global da produção de alimentos.
Mas há mais. O alimento cultivado com princípios ecológicos não permite o controle monopolizante de sementes, como fazem empresas como a Monsanto. Parte dos princípios do plantio natural é a seleção, por parte do agricultor, das melhores plantas para replantio de suas sementes. É algo que se faz há milhares de anos.
Além disso, se provarmos que a produção de alimentos orgânicos em grande escala é viável, o agrobusiness, ainda que tarde, enfrentará problemas. A demanda por alimentos saudáveis está crescendo.
Por fim, a política das empresas de biogenética de sonegar informações sobre seus produtos, não as tornam simpáticas para o grande público consumidor. Nao revelam que tipos de genes foram introduzidos nas sementes. Nao promovem experimentos para averiguar a segurança alimentar de seus produtos. Nao revelam que os pesticidas, como o Roundup (que acompanha necessariamente a soja transgênica da Monsanto) mata tudo o que não for soja alterada. Mata a grama, as árvores e os cultivos familiares que estejam no caminho dos pesticidas, aspergidos por aviões.Mata as pessoas também. A empresa também não revela que o Roudup, ou glifosato, é altamente cancerígeno e se impregna no solo e na água que se consome.
E, por fim, Monsanto e suas concorrentes, boicotam a rotulagem de produtos, que é lei, impedindo que o consumidor escolha se quer comer trnsgênicos.
POR TUDO ISTO, DIGA NÃO AOS TRANSGÊNICOS!
Como consumidores, temos um grande poder em nossa mãos: o de comprar ou deixar de. Consumidores informados escolhem melhor. E o fazendo, pressionam as redes de distribuição de produtos. No caso dos orgânicos, considerados caros, o consumo consciente deve torná-los mais baratos e disponíveis a um maior número de consumidores.
Assista o filme "O Veneno está na Mesa", de Sílvio Tendler, lançado em 25/07/2011. Ele está disponível na Internet.
É falsa a propaganda da Monsanto, Bayer, Syngenta e outras empresas que pequisam, produzem e vendem sementes transgênicas, de que estas sementes dispensam o uso de agrotóxicos. Elas usam-nos, e muito, e progressivamente.
A monocultura convencional conhece de há muito o problema da uniformidade genética das culturas, que predispõe toda a plantação a pragas inesperadas. Com os transgênicos ocorre o mesmo. A seleção genética exógena, inserida nas sementes, que visa a dar resistência a determinados herbicidas (caso das sementes de soja modifcadas pela Monsanto e sua resitência ao Roundup - Glifosato - que mata TODO o resto) ou outras condições, mostra-se, a curto-prazo, ineficaz diante da natureza... que muta e muda... e produz superorganismos... resistentes ao escudo genético que os Novos Deuses da Vida criam em seus laboratórios.
A produtividade de sementes transgênicas é alta a princípio, mas não se mantém. Como a própria agricultura convencional, do agro-negócio, a agricultura com transgênicos também tem que - de quando em quando - buscar novas variedades na natureza.
Mas se ambas as culturas, convencional e transgênica, não preservam o meio ambiente, matas com alta diversidade biológica (solos e água), onde, no final das contas, buscarão novos genes que possam alimentar as bocas do mundo...e os bolsos do agrobussiness?
Numa palestra, num congresso da ASIPI, havia um representante da Monsanto que me disse, quando questionado por mim do porquê não investir em uma agricultura ecológica mais produtiva, que "não gosta de comer cocô". Surpreendi-me com tal resposta, mas, pouco depois, numa busca pela Internet, descobri que os funcionários da Monsanto estão instruídos a dar esta resposta quando o assunto é alimento orgânico. Sua intenção, de psicologia primária, é desqualificar o alimento orgânico associando-o, mentirosamente á "sujeira".
Por que as empresas de sementes temem uma agricultura que respeita a natureza? A procura por alimentos orgânicos é grande na Europa e tende a crescer. Parte do que o Brasil produz destes alimentos, por exemplo, é exportada para a Europa. Isto, por si só já seria inquietante para quem quer ter o controle global da produção de alimentos.
Mas há mais. O alimento cultivado com princípios ecológicos não permite o controle monopolizante de sementes, como fazem empresas como a Monsanto. Parte dos princípios do plantio natural é a seleção, por parte do agricultor, das melhores plantas para replantio de suas sementes. É algo que se faz há milhares de anos.
Além disso, se provarmos que a produção de alimentos orgânicos em grande escala é viável, o agrobusiness, ainda que tarde, enfrentará problemas. A demanda por alimentos saudáveis está crescendo.
Por fim, a política das empresas de biogenética de sonegar informações sobre seus produtos, não as tornam simpáticas para o grande público consumidor. Nao revelam que tipos de genes foram introduzidos nas sementes. Nao promovem experimentos para averiguar a segurança alimentar de seus produtos. Nao revelam que os pesticidas, como o Roundup (que acompanha necessariamente a soja transgênica da Monsanto) mata tudo o que não for soja alterada. Mata a grama, as árvores e os cultivos familiares que estejam no caminho dos pesticidas, aspergidos por aviões.Mata as pessoas também. A empresa também não revela que o Roudup, ou glifosato, é altamente cancerígeno e se impregna no solo e na água que se consome.
E, por fim, Monsanto e suas concorrentes, boicotam a rotulagem de produtos, que é lei, impedindo que o consumidor escolha se quer comer trnsgênicos.
POR TUDO ISTO, DIGA NÃO AOS TRANSGÊNICOS!
Como consumidores, temos um grande poder em nossa mãos: o de comprar ou deixar de. Consumidores informados escolhem melhor. E o fazendo, pressionam as redes de distribuição de produtos. No caso dos orgânicos, considerados caros, o consumo consciente deve torná-los mais baratos e disponíveis a um maior número de consumidores.
Assista o filme "O Veneno está na Mesa", de Sílvio Tendler, lançado em 25/07/2011. Ele está disponível na Internet.
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