sábado, 18 de junho de 2011

Você tem a ver com Novo Código Florestal?

Sim!

Temos tudo a ver com o Novo Código Florestal, na medida em que dependemos de água, alimentos e medicamentos - no mínimo.

Matas em pé são infinitamente mais importantes do que matas derrubadas ou queimadas - são os grandes reservatórios de água! Desmate, e os 'olhos d'agua' que brotam na mata e escorrem para os rios, formando-os, secam. Sem florestas, não há rios!

Nas florestas diversas, como a Amazônia (o que resta dela), e nas ilhas de Mata Atlântica espalhadas pela costa, é que se encontram as matrizes dos alimentos que compõe nossa feira. É nestes reservatórios de genes que reside a biodiversidade. A partir deste arsenal de força e vida tem-se material para se buscar e melhorar, de forma natural, os alimentos. Sem matas, sem florestas, mingua a biodiversidade, vegetal e animal - ambas intrinsecamente ligadas.

É, é nas matas também que o conhecimento indígena encontra seus medicamentos. Este saber é "biopirateado" há séculos e está hoje nas farmácias do mundo. Sem matas, o saber se esvazia. Onde buscaremos guias para produzirmos medicamentos, como sempre temos feio, legal ou ilegalmente?

E por fim , você eu e todos temos mais a ver com o Novo Código Florestal, na medida em que podemos ainda nos unir e gritar, documentar, divulgar e cobrar mudanças. No dia 19/06/2011, aconteceu o "Sambe pelas Florestas", no Rio. Milhares de pessoas unidas buscaram reverter esta triste e corrupta decisão do Congresso. A decisão ainda vai para o Senado. Que nos ouçam!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mais ou Menos

Quanto mais temos, mais nos enroscamos. Quanto menos nos apegamos a coisas, mais valorizamos o que temos. Quanto mais compramos, mais temos que comprar. Quanto menos consumimos, mais aliviados respiramos e respira o planeta. Quanto mais usamos o carro, menos nos deslocamos e mais atrasados chegamos. Quanto menos movemos o corpo, mais problemas temos. Quanto mais água usarmos para fins particulares, menos ela existe para todos. Quanto mais comodidade buscamos ao comer, mais substâncias químicas estão nos alimentos. Quanto menos natural a comida, mais lixo ela produz. Quanto mais os supermercados dominam nossa vida, mais os alimentos se tornam artificiais. Quanto mais os supermercados monopolizam a relação entre produtor e consumidor, mais os pequenos negócios desaparecem. Quanto mais longe é o ponto de venda do local de produção, mais os alimentos tem de durar. Quanto mais os alimentos tiverem de durar , mais conservantes terão. Quanto mais os alimentos de diferentes marcas forem colocados lado a lado nas prateleiras dos supermercados, mais eles competirão por nosso olhar, atraindo-nos com corantes, embalagens coloridas e brindes. Quanto mais monopólio, mais química e mais lixo, menos saúde pessoal e planetária. Mas quanto mais monopólio, mais saúde financeira de uns poucos. Quanto mais desengorduramos a pele com produtos cosméticos, mais óleo ela produz. Quanto mais condicionamos o cabelo com cremes, mais temos que lavá-lo. Quanto mais as mulheres se maquiam, menos belas ficam. Quanto mais jovens desejam permanecer, menos tempo tem para aproveitar sua maturidade. Quanto mais abandonamos as ruas por medo, mais o que nos amedronta toma as ruas. Quanto mais vemos o outro como estranho, e insistimos nesse olhar, mais o tememos e o guerreamos. Quanto mais gradeamos nossa vida, mais temos que nos proteger. Quanto mais delegamos as soluções para nossa vida a políticos, menos ela mudará, e mais chatos ficaremos. Quanto menos buscarmos nos envolver com pessoas em busca de objetivos comuns, mais solitários, gradeados e impotentes ficaremos. Quanto menos sonharmos, mais estagnado deixaremos tudo, preguiçosamente largados na frente da televisão. Quanto menos crermos no que sonhamos, mais vazios nos tornamos. Quanto menos tempo reservarmos para amigos, família, e para viabilizar os sonhos, menos estes terão campo fértil para crescer. Quanto mais conversarmos sobre nossos sonhos, mais veremos que outros os sonham também.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Urânio 238 - o filme

O filme, nos links abaixo,conta como o urânio empobrecido, rejeito das usinas atômicas, foi e é empregado em modernas bombas atômicas pelos EUA. Elas foram lançadas secretamente no Iran, Iraque e Afeganistão. Há décadas que se fala que um dos maiores perigos da tecnologia nuclear é o lixo atômico cair nas mãos de terroristas e se converter em bombas. Vejam neste filme que não foram os temidos terroristas que o fizeram, e sim o governo dos EUA, um terrorista institucional!


Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=3EUp5j1481g
parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=lNgZs1lyuGQ
Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=AZ4h6IeCalo
Parte 4
http://www.youtube.com/watch?v=9uodiHzrefI

Privado ou Público

Quanto mais privada a sociedade, mais injusta. Quanto mais pública, mais democrática. Quanto mais escolas privadas, mais excluídos. Quanto mais escolas públicas, mais igualdade. Quanto mais espaços privados, mais exclusão. Quanto mais espaços públicos, mais trocas. Quanto mais águas privadas, pagas, de marcas, mais sede. Quanto mais águas públicas, mais saúde e distribuição. Quanto mais transporte privado, maior o congestionamento, a poluição o egoísmo e o desperdício. Quanto mais transporte público, mais inclusão e civilidade. Quanto mais clínicas e hospitais privados, mais doentes. Quanto mais saúde pública, mais saúde. Quanto mais privada a sociedade, mais corrupta. Quanto mais pública, mais participativa e inclusiva. Quanto mais quisermos mais, menos seremos. Quanto menos nos contentar, seremos mais, muitos de nós. Este é o sentido a seguir, do triste privado que ficamos, para o público que queremos ser.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Somos uma "má" notícia no "The Guardian"

Amazon rainforest activist shot dead

José Cláudio Ribeiro da Silva fought against illegal loggers and had received death threats but was refused police protection

Tom Phillips in Rio de Janeiro guardian.co.uk,
Tuesday 24 May 2011 19.59

José Cláudio Ribeiro da Silva had predicted his own murder six months before he was killed and received frequent death threats.
Six months after predicting his own murder, a leading rainforest defender has reportedly been gunned down in the Brazilian Amazon. José Cláudio Ribeiro da Silva and his wife, Maria do Espírito Santo, are said to have been killed in an ambush near their home in Nova Ipixuna, in Pará state, about 37 miles from Marabá.

According to a local newspaper, Diário do Pará, the couple had not had police protection despite getting frequent death threats because of their battle against illegal loggers and ranchers.

On Tuesday there were conflicting reports from about whether the killing happened on Monday night or Tuesday morning. A police spokesperson said there were reports of a "double homicide" at the settlement called Maçaranduba 2.

In a speech at a TEDx event in Manaus, in November, Da Silva spoke of his fears that loggers would try to silence him. "I could be here today talking to you and in one month you will get the news that I disappeared. I will protect the forest at all costs. That is why I could get a bullet in my head at any moment … because I denounce the loggers and charcoal producers, and that is why they think I cannot exist. [People] ask me, 'are you afraid?' Yes, I'm a human being, of course I am afraid. But my fear does not silence me. As long as I have the strength to walk I will denounce all of those who damage the forest."

Roberto Smeraldi, founder and director of the environmental group Amigos da Terra, who worked with Da Silva in the Amazon, said he had been in a meeting with Brazil's president, Dilma Rousseff, discussing changes to the forest code when the news broke of Da Silva being killed. "He was convinced he would be killed one day," Smeraldi said. He added that Da Silva had been "very active" in the fight against illegal forest burning and logging. According to Brazilian media reports, Rousseff has asked her chief of staff, Gilberto Carvalho, to offer support to the murder investigation.

"We now have another Chico Mendes," said Felipe Milanez, an environmental journalist from São Paulo, referring to the Amazonian rubber-tapper who became an environmental martyr after his murder in 1988. Milanez said that in a recent phone conversation with Da Silva's wife she had suggested the situation was "getting very ugly". Milanez added: "He knew the threats were very real. He was scared."

A 2008 report compiled by Brazilian human rights groups listed Da Silva as one of dozens of Amazon human rights and environmental activists "considered at risk" of assassination.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tudo é...

..conforto. O café da cafeteira. O despertador programado no celular, que pula feriados no despertar. O pão que salta da torradeira. O suco do espremedor. O chuveiro, que ao toque derrama sua água. Mágica. Nem esfregar precisa: produtos espumam com um mínimo de fricção. E o ralo, que encanto, que leva tudo para longe da visão (leve mesmo, cumpra esta sua missão). Não é mais da nossa conta. E a privada, um toque apenas. E aquilo não é mais da nossa conta. A partir deste ponto, não cuido e não falo mais. Alguém...alguém cuida de tudo. De preferência, não saberei quem. Alguém. Depois, o elevador, 1, 2 ou 3 andares. E o carro, a chave na ignição. Parado no trânsito-cágado, uso o celular. Como barrinhas e canto, com o rádio, uma canção. Mais uma dose de elevador, e nele, a televisão. E zap, o computador. A vida com toda a sua graça. Amizades, convites. exibição. Palestras, conversas. reclamação. Protestos mesmo! Elogios, fotos, filmes, palavrão. Ufa. Mais um sessão de elevador e carro, e, de volta ao lar. Família, computador e televisão.